Amo essa canção!

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23/04/2012

Bookcrossing Blogueiro: O Sol Também Se Levanta

                                
É com imensa satisfação que participo mais uma vez desse evento de tamanha relevância,  o BookCrossing, mais especificamente o BookCrossing Blogueiro, uma iniciativa da Luma, do blog www.luzdeluma.blogspot.com
Sempre achei que livro é um patrimônio de todos e quanto mais pessoas ele alcança, mais estará cumprindo o seu papel.
A  iniciativa é uma bela maneira de incentivar a leitura,  mas é também uma forma de nos ajudar a praticar o desapego, coisa que nem sempre é fácil para quem, como eu, ama perdidamente os livros e tem com eles  uma forte relação. Confesso que na primeira vez que participei do evento eu  sofri (rsrsrs) ao deixar meu livrinho, até então tratado com tanto amor e carinho, ali "largado" em um local público. Mil coisas passaram pela minha cabeça, entre elas que alguém poderia encontrar meu livro e jogá-lo na lixeira mais próxima. Aos poucos fui trabalhando essa questão do desapego e entendendo  que era muito melhor eles estarem circulando por outras mãos, encantando outras pessoas, fazendo com que outros leitores experimentem a emoção que eu sempre experimento ao mergulhar de cabeça na leitura de cada um deles...bem melhor do que meus livros enclausurados na estante!
Hoje  eu libertei o meu "Sol" que amanhã, certamente  se levantará em outras mãos,  fazendo feliz ( assim espero) o seu novo dono, ou dona.

O livro que escolhi para libertar este ano foi "O  SOL TAMBÉM SE LEVANTA", de Ernest Hemingway .

Sinopse:  o autor retrata, em estilo direto e despojado, os conflitos e a frustração dos norte-americanos e ingleses que vivem em Paris após a Primeira Guerra Mundial.
Para o Sol Também Se Levanta, Hemingway criou tipos humanos complexos, representando assim uma geração contaminada pela ironia e pelo vazio diante da vida, com seus valores morais destruídos pela guerra e irremediavelmente perdidos. Temas como a solidão e a morte, os preferidos do escritor, são explorados de forma brilhante.

Como e onde libertei meu livro:
Escolhi um local por onde circula um grande número de pessoas diariamente: os corredores de um hipermercado, mais especificamente em frente a um salão de beleza, onde o entra e sai de pessoas é enorme todos os dias da semana.
Escrevi um bilhetinho de próprio punho, desejando ao novo dono
( ou dona) uma leitura prazerosa.                                                                                             
Após deixá-lo, me afastei dali mas permaneci por perto esperando um pouco, curiosa que sou, eu queria saber como era a pessoa que o encontraria e fiquei imaginando o perfil do novo dono. Infelizmente não pude esperar mais do que 10 minutos e nesse ínterim ninguém o encontrou, portanto eu  fui embora...
Espero que o meu "Sol" já tenha encontrado um novo horizonte para se levantar amanhã mesmo, na primeira hora do dia.

14/04/2012

BC - Um Dia para Glorinha



Eu gostaria de ter retornado ao blog em outras circunstâncias, depois de tanto tempo afastada daqui, mas enfim... 
Ainda triste e sem muitas palavras, volto a esse cantinho para participar da blogagem coletiva "Um Dia para Glória", uma homenagem a nossa amiga Glorinha de Lion, que partiu e nos deixou muitas saudades. Certamente a blogosfera não será a mesma sem ela...
Como não tive tempo de preparar algo essa semana, devido a correria do dia-a-dia, deixo aqui um texto que postei no facebook, uma carta de despedida que escrevi no dia que eu soube da partida da nossa amiga. São palavras simples, porém saídas do recanto mais profundo do meu coração.


Querida amiga Glorinha, quão triste estou hoje!...
Conviver com você na blogosfera e também aqui no face, foi uma honra para mim. 
Você partiu ainda  tão jovem, tão linda, tão cheia de vida, cheia de sonhos! Apesar disso, sei que o maior dos seus sonhos você teve a felicidade de realizar: a publicação do seu primeiro livro, "Na Esquina do Tempo, nº 50" ; livro este que tive a imensa alegria de acompanhar desde o momento em que ele era apenas uma vaga idéia, uma gestação...vi nascer o fruto do seu talento e  da sua brilhante inteligência; participei dos seus momentos de angústia, da sua batalha diária e também da sua alegria, quando esse seu filhote finalmente veio ao mundo e foi logo aclamado, reconhecido. 
Tive a felicidade de ser convidada a entrar pelos portões da sua casa maravilhosa no meio  de uma floresta encantada, e sei que esse encanto era parte de você, conheci seus amiguinhos, micos e pássaros que lhe visitavam todos os dias; estive com você muitas vezes, ainda que virtualmente, no seu cantinho predileto, ali onde você  se isolava do mundo para transformar sonhos em letras, para escrever seus belos poemas...lembro de tudo que conversamos sobre arte, sobre história, sobre a pesquisa que você  estava fazendo para  dar corpo a um outro livro, que lamentavelmente não veio, nem virá ao mundo pelas suas mãos...
Não iremos juntas  à Cidade Luz, não nesta vida, como um dia conversamos, mas certamente a essa hora a sua luz está brilhando em outro mundo, onde sua alma descansa em  paz.
Estou deixando aqui um girassol, o mesmo que um dia eu postei em meu blog em uma das divertidas blogagens coletivas propostas por você. Uma flor cujo nome está associado à glória, dignidade e paixão, um significado que se aplica perfeitamente a essa pessoa incrível que você foi: gloriosa, digna e apaixonada pela vida!

Deixo aqui, também, o comentário que você fez naquele dia 29 de Março de 2010:
"Yoyo, amei! O mais legal disso tudo, tb sou apaixonada por girassóis e quando vi que é associado à gloria, bem, nem preciso te dizer né? que bom gosto vc teve na escolha das fotos e do tema...lindo e suave, como vc!
beijos amiga, estou feliz demais com esse irmanamento através das cores!"

Com amor e  muita saudade, deixo também um grande e último beijo, minha amiga Glorinha de Lion.

23/01/2011

Uma Estória de Amor- Blogagem Coletiva da She

Hoje tem festa no blog da minha amiga She. Seu cantinho está completando 3 anos de existência e para comemorar, estamos fazendo uma blogagem coletiva intitulada "Uma Estória de Amor".
Antes de começar a contar a estória (ou seria história?... Fica o suspense no ar) quero parabenizar a minha querida amiga, pelo blog incrível e bem escrito que ela tem até hoje. Manter um blog durante todo esse tempo, com capricho e qualidade, realmente  não é  para qualquer um.
Quero também convidar vocês, que ainda não conhecem o espaço da minha amiga,  para darem uma passadinha por lá, pois estou certa de que irão amar. Basta que cliquem aqui.

Eis aqui a "minha" estória de amor:


Eles estavam pedidamente apaixonados, desde o momento em que se viram pela primeira vez, mas a distância  entre eles, era de milhares de quilômetros  portanto, raramente se viam. Até que um certo dia, ela recebeu um telefonema, no qual ele dizia que naquela mesma semana estaria viajando a serviço, que passaria um longo período fora, ainda mais longe .
Com a voz embargada pelas lágrimas, ela sentiu o coração apertar, e pela primeira vez, sentiu medo de perdê-lo, embora soubesse que aquela relação tinha sido construida a distância. Mas agora era diferente, ela sabia que era diferente, mesmo não sabendo explicar essa diferença.
Os dias se passaram, até que o telefone tocou. Do outro lado, a voz do seu amor era inconfundível e soava como brisa ao nascer do dia, em uma aconchegante manhã de outono.  Mas de repente, seu coração ficou tão aquecido quanto a chama da lareira em sua sala. Ela não acreditava no que estava ouvindo e pediu ao seu amado para repetir tudo que ele havia dito, do outro lado da linha, palavra por palavra; e assim ele fez, até que ela realmente acreditasse naquela proposta, cujos detalhes não passavam de meros detalhes e que portanto, seriam esquecidos minutos depois. Afinal, o que mais nesse mundo poderia ter importância, diante do seguinte pedido:
- Vem. Fica comigo!
Ela fez todos os prepartivos e partiu. Partiu ao encontro daquele homem maravilhoso, em quem não conseguia deixar de pensar dia e noite.  Partiu sem dinheiro nenhum, pois não tinha se preparado com antecedência para aquele momento. Levou somente  uma pequena mala e sua bolsa, contendo documentos e maquiagem, afinal precisava ficar bonita para ele, quando chegasse ao seu destino.
Tinha medo de voar, porém, mesmo assim encarou quase 9 horas de vôo com  turbulência, e uma ansiedade sem fim, principalmente depois que se deu conta de que não tinha, sequer, um endereço de hotel, nem também o telefone de onde ele estava hospedado e celulares não existiam nessa época. Além  disso, ela nunca tinha viajado para tão longe, e muito menos conhecia aquele lugar. Mesmo assim, acreditava que tudo daria certo, pois, confiava em seu amor e sabia que ele nunca a deixaria só.
Depois de toda essa angústia, seu avião finalmente aterrissou no naquele solo onde seu amor pisava e apenas isso bastava para que sua confiança aumentasse, mesmo quando ele demorou cerca de uma hora para chegar ao aeroporto e abraçá-la.
Passaram dias maravilhosos juntos, foram dias dignos de verdadeiros contos de fada; passaram noites  incríveis regadas a vinho  de qualidade duvidosa  e  paixão avassaladora, até que ela sentiu que precisava voltar. A vida terrena a chamava de volta, já que durante todo esse tempo ela vivera nas nuvens.
 Numa madrugada de quente de verão, chorando muito, ela embarcou de volta.Seu pranto era tanto que os soluços faziam com que ela quase tivesse um convulsão, comovendo todos os comissários de bordo que lhe trouxeram chá de camomila e fizeram de tudo para acalmá-la.
É certo que ela estava tomada pela paixão, e as pessoas tomadas por esse sentimento ficam com a sensibilidade a flor da pele.
Tudo, absolutamente tudo naquela estória, era emocionante para ela, mas o ápice dessa emoção se deu quando, na hora da decolagem do avião que estava levando-a para longe dele, ela olhou para fora vendo surgir os primeiros raios da manhã e lá na pista estava ele, correndo feito louco  e acenando com as duas mãos. À princípio, pensou que era uma miragem, mas depois teve a certeza de que ele, de alguma forma, certamente  burlou a segurança do aeroporto, apenas para declarar o seu amor.

19/01/2011

Minha Declaração de Amor - Blogagem Coletiva

Será que o verdadeiro papel da avó é aquele do estereótipo  tão divulgado, aceito e defendido por aí? Será que os avós têm mesmo a "obrigação" de  mimar, no sentido estragar os netos, fazendo-lhes todas as suas vontades, mesmo que para isso seja necessário sacrífícios absurdos, ou deixar de levar em conta danos irreversíveis causados à saúde física ou mental da criança que um dia se tornará adulto, só para fazer o papel de boazinha ? Pois então eu devo ser uma avó megerea, porquê eu não concordo com nada disso.
Bem, como muitos por aqui sabem, eu tenho um netinho que mora em outro estado, mas que todos os anos (desde que tinha 3 aninhos) vem passar a maior parte das férias de fim de ano aqui em casa conosco. É um homenzinho corajoso , que vai e volta sozinho, de avião, desde pequenininho. Conhece de cor todos os procedimentos de uma viagem aérea, desde check-in até  esterira de bagagens etc etc. 
É também super educado, carinhoso e obediente. Todas as vezes que ele vem para cá, nos divertimos bastante, passeamos muito, visitamos museus e fazemos coisas diferentes daquelas do dia-a-dia, porém, de uma coisa eu não abro mão: de alimentá-lo de uma forma saudável. Claro que eu não exagero, e sempre ofereço também alguma guloseima como uma fatia de bolo ( que faço especialmente para ele)  pois afinal, trata-se de uma criança de oito anos.
Durante o ano , ele fica aos cuidados da avó paterna, pois, com a correria dos nossos dias, o pai e a mãe precisam ganhar a vida e não têm como deixar de trabalhar fora , de modo que fica difícil  cuidar da  alimentação dele. Então  ele,  infelizmente, foi acostumado a comer toda sorte de "lixo alimentar" altamente prejudicial à saúde e o resultado disso são os quilinhos (muitos) excedentes. 
Fiquei  sabendo que de volta o seu ambiente, ele diz para todos por lá, que eu o obrigo a comer salada e outras coisas das quais ele não gosta. À princípio, fiquei muito triste com isso, pois obrigar é diferente de incentivar. Tá certo que muitas vezes sou obrigada a fazer algumas negociações  do tipo chantagem mesmo: "você come isso e eu te dou  aquilo depois do almoço" e acreditem: muitas vezes ele acaba gostando de comer  o tal alimento que rejeitava antes de provar. Até porquê, procuro fazer as comidinhas de maneira gostosa, pensando em tudo que possa agradar ao paladar de uma criança.
Memo sabendo, e tendo plena consciência de que estou fazendo o que é correto, fico com a sensação de que, talvez eu esteja me tornando uma megera para o meu neto, já que da outra parte tudo é permitido em termos de alimentação. Embora essa seja  uma competição desleal e eu tenha a certeza de que estou "perdendo", jamais vou ceder ou fazer o jogo... Da avó "boazinha."
Espero que um dia ele entenda que faço isso justamente porquê o amo muito e quero que ele seja um adulto saudável, enquanto isso... Vou amargando o título da avó que diz NÃO! Quando ele (com alguns quilos acima do peso) me pede para que o leve ao Mac Donald.
Embora ele ainda não saiba, essa é a maior declaração de amor que eu posso fazer ao meu neto.

18/01/2011

Chuva e Caos em Sampa

Hoje, como quase todos os dias, a chuva caiu torrencialmente aqui em São Paulo. Mais uma vez o caos estava instalado. Fiquei sem TV, sem internet e sem telefone até agora, há poucos minutos, motivo pelo qual não participei da blogagem coletiva da Nilce, a quem peço mil desculpas . De qualquer modo, amanhã farei minha postagem para celebrar o aniversário do blog da minha amiga, já que agora estou caindo de sono e extremamente cansada. Espero que ela entenda.

Tenham todos uma ótima noite de noite, de lindos sonhos! 

18/09/2010

Surpresa!!!

Parabéns Glorinha!
Fiz uma pesquisa sobre o mome Glória, para homenagear a nossa amiga querida, nesta data tão especial e eis aqui o resultado:

Origem : latim
Significado : gloriosa
Análise da primeira letra, G: pessoa séria, e com grande honestidade no meio profissional, busca a perfeição em tudo e se aborrece quando as coisas não saem conforme o planejado. Reflete  antes de agir, e quando toma uma decisão é capaz de mergulhar de cabeça no que está fazendo e esquecer todo o resto à sua volta. Sua impaciência, pode leva-lo a um estresse facilmente.
Significado do nome Glória - Sua marca no mundo! 
Equilíbrio, confiabilidade e perspicácia - são palavras que definem bem uma pessoa chamada Glória.
Pessoa muito inteligente e intuitiva, desde muito cedo é notória sua vocação por atividades intelectuais. Não se atrai por atividades desgastantes e de esforço fisico. Na maturidade demonstra ter a vida sob controle. Sempre envolvida com seus pensamentos pode passar a impressão de solitária. Séria, não aceita intimidades ou brincadeiras inoportunas; prefere sempre atividades que exijam concentração e costuma  participar de conversas quando está embasada de  cuidadosa análise sobre o assunto em questão. Preocupa-se com o conteúdo e nunca com a forma. 

Achei que que essas caracteríscas são mesmo aplicáveis a nossa querida Glorinha de Lion, que é chique até no nome, e certamente terá uma carreira gloriosa, como escritora.
Mais uma vez, parabéns Glorinha!

17/09/2010

Perdão - Blogagem Coletiva Sentimentos

Essa é a última semana da Blogagem Coletiva Sentimentos, proposta pela querida Glorinha do delicioso  Café com Bolo. O tema escolhido para encerrar nossa blogagem foi o perdão; um grande tema, que abre para nós muitas possibilidades de reflexão.

O perdão está diretamente ligado ao arrependimento. Quando perdoamos alguém, é porque esse alguém, supostamente, se arrependeu de ter feito algo que, de alguma forma nos feriu e assim também é, quando alguém nos perdoa. Mas o perdão envolve outro sentimento que  nos dias atuais muito se prega e pouco se pratica: a humilhdade; na verdade, esse é um sentimento cujo significado anda sendo deturpado.
Não consigo falar em perdão sem abordar essas questões, como arrependimento, humildade e confiança.

Tenho visto muitos bandidos, ladrões mesmo, marginais, assassinos cruéis na televisão, se dizendo arrependidos e até pedindo "perdão" aos familiares de suas  vítimas, mostrando-se tão "humildes" que são até capazes de se fazerem acreditados por muitos, mas será que isso é realmente sinônimo de arrependimento? É muito fácil se dizer arrependido e pedir perdão quando algo saiu errado, quando seus planos foram frustrados e eles foram pegos. O verdadeiro arrependimento é aquele que vem espontâneamente, que vem de dentro para fora da pessoa, sem interferências de fatos externos, é aquele que,  pressupõe-se, estejam ligados aos princípios nobres do ser humano, é quando as pessoas reconhecem seus erros por conta própria e deixam, realmente, de praticá-los. Se dizer arrependido e continuar praticando os tais erros é ser, para dizer o  mínimo, cínico, "cara de pau". 

Somos seres humanos, somos imperfeitos e portanto, somos passíveis de erros, de falhas que muitas vezes causam estragos e  dores em alguém, que não somos capazes de imaginar as feridas que abrimos no peito dessas pessoas. Porém, não somos seres irracionais, temos o privilégio de sermos seres pensantes e acredito que muitas dores poderão ser evitadas se nos colocarmos no lugar do outro,  se avaliarmos, com antecedência, as consequências dos nossos atos, os estragos poderão ser minimizados ou até mesmo evitados.

Perodar, para mim, não significa dar o outro lado da face, infinitamente, para o outro nos bater, não significa manter relações cujos laços  foram rompidos de modo irreparável. Claro que não sou nenhuma santa, não quero e nem tenho a pretensão de sê-lo, mas  não costumo guardar mágoas por muito tempo, acredito que elas, realmente, fazem mal, não para quem magoou e sim para quem as guardou .
Já fui perdoada muitas vezes e já perdoei outras tantas, são muitas as histórias de perdão em minha vida e eu poderia ficar aqui digitando o dia inteiro, mas vou contar apenas uma delas, que vem de encontro ao que acabei de falar, que perdoar não significa reatar laços rompidos por falta de confiança. Senta aí que lá vem estória,rs.
Eu estava grávida da minha segunda menina quando fui morar em uma pequena cidade do interior (minúscula mesmo,rs). Lá, eu me sentia sozinha, desamparada, carente e não consegui fazer muitos amigos, eu tinha uma cabeça moderna demais para aquele mundo tacanho (sem querer ser pretensiosa nem preconceituosa).

Logo, conheci uma moça da minha idade, que também estava grávida (da sua primeira filha)  e suas idéias pareciam estar em sintonia com as minhas. Não demorou muito para que fizéssemos amizade e logo que demos à luz as nossas meninas, os laços de amizade ficaram ainda mais estreitos. Passamos a frequentar a casa uma da outra, a trocar experiências sobre nossos bebês, íamos juntas à determinada  praça, diariamente, levar nossas filhas para tomar sol e brincar, compartilhavamos um café todas as tarde em minha casa, confidenciávamos nossos segredos mais íntimos.

Pouco tempo depois, ela foi abandonada pelo marido que a maltratava constantemente, chegando até a estourar  um dos seus tímpanos, com um tapa. Fiquei demasiadamente comovida com aquela situação da minha suposta amiga, e simplesmente, resolvi assumi-la como a uma irmã; assim passei a ser o seu suporte psicológico, emocional e financeiro, já que o marido da mesma "se mandou", voltou para seu estado de origem e nunca enviou um centavo sequer para a filha deles, e já que a mãe da minha suposta amiga era uma senhora de idade, que lutava com dificuldades para ganhar o pão de cada dia.

Praticamente adotei a menina. Tudo  que eu comprava para as minhas filhas, eu comprava para ela também, desde brinquedos até roupas, que eu chegava ao cúmulo de comprar iguais, para a minha caçula e para a outra, que tem mesma idade. Passei a levá-la ao mesmo pediatra que cuidava da saúde das minhas pequenas, comprava todos os remédios que o médico lhe prescrevia e olha que não eram poucos, nem eram remédios baratos, pois ela era bem doentinha, diferente das minhas.

Após, uns três, quatro anos, talvez, diante de algumas atitudes dessa "amiga",  eu comecei a me dar conta que a minha amizade não era  correspondida como eu pensava, comecei a achar que  estava sendo usada, explorada financeiramente e fui ter uma conversa com ela, que prontamente me pediu perdão pelas  suas atitudes que me levaram a pensar dessa forma. Eu, naturalmente, acreditei na mesma e a perdoei, pela primeira vez. Começava ali, uma história de vários perdões.

Tempos depois, ela se converteu a uma determinada religião, acho que lá recebia alguma ajuda financeira, pois simplesmente se afastou de mim sem dar nehuma explicação, como se eu fosse uma má influência para ela e sua filha. Isso aconteceu duas vezes e nas duas vezes, ela se decepcionou com as escolhas, voltou pedindo perdão por ter desprezado uma amizade "tão bonita". Nas duas vezes, eu perdoei e tudo voltou a ser como sempre fora.

Depois de muitos anos, ela já estava trabalhando e em uma viagem que fizemos juntas, usou o meu cartão de crédito para fazer compras em algumas lojas de grife, cujo valor comprado foi altíssimo, mas eu acreditei que ela me pagaria, jamis imaginei que ela me daria um tremendo calote como aquele, porém....Foi exatamente o que aconteceu. Tive que parcelar o débito em 12 vezes, para não ter meu nome incluído no cadastro de maus pagadores, até porque, eu não estava passando por um bom momento financeiro. Fiquei muito magoada porém, mais uma vez a perdoei, considerando que ela não tinha maturidade suficiente para lidar com dinheiro.

Lembram quando falei do tímpano que que o marido da mesma havia estourado com um tapa? Pois é, ela fez a reconstituição; e advinhem quem deu todo suporte necessário? Sim. Eu mesma, que além de contribuir financeiramente, larguei mãe, filhas, marido e pedi licença do emprego, por um período, para cuidar dela, até que a criatura se recuperasse.


Anos mais tarde  fiquei muito doente, precisei fazer uma cirugia de grande porte  e claro que eu esperava dela um pouco de apoio moral, um ombro amigo, até porque eu estava muito, muito triste com certos acontecimentos da minha vida naquela época, além da doença, mas o que recebi dessa pessoa foi um desprezo total. Ela não tinha tempo (estava envolvida com um novo namorado), não tinha paciência e muito menos disposição para me ouvir ou me acompanhar durante a cirurgia, nem tão pouco para me visitar durante o pós-operatório. Voltei para casa depois de um mês, sem receber sequer um telefonema da tal "amiga". Ela  só apareceu em minha casa, 15 dias depois de eu ter voltado, ficou durante 20 minutos aproximadamente (não mais do que isso) e quando comentei o quanto eu estava triste com a sua atitude ela disparou o seguinte comentário, que explodiu como uma bomba sobre minha cabeça.
-Tenho mais o que fazer do que ficar paparicando você. Foi que ela disse.
Fiquei atônita e chorei, chorei muito naquele instante, chorei e lamentei quanto fui ingênua, o quanto fui boba.

Eu soube depois, por diversas fontes,  que confidências que lhe fiz, foram espalhadas ao vento.

Ela teve mais um filho com aquele namorado do qual falei, viveu com ele por um tempo e não me procurou mais. Depois, foi abandonada por ele também, e sozinha, muito carente, voltou a me procurar, dizendo que havia errado bastante comigo e queria consertar as coisas, para que a nossa amizade voltasse a ser  o  que um dia fora. Claro  que  eu não quis mais me relacionar com ela, risquei seu nome da  minha lista de amigos, sem no entanto, me tornar sua inimiga. Não lhe desejo o mal, quero que fique bem, porém, que seja longe de mim. Se eu a perdoei? Sim. Tenho o coração leve, a consciência tranquila de quem perdoa.

Com a maturidade compreendi que tudo na vida tem limite, até mesmo o perdão. 

* P.S- Quero agradecer a nossa amiga Glorinha por ter nos dado a oportunidade de vasculhar as gavetas de nossas mentes e compartilhar fatos, exeriências de nossas vidas, que de alguma maneira, talvez possam servir de reflexão para outras pessoas e muitas vezes, para nós mesmos.
Como ela mesma, a Glorinha, costuma dizer, "foi uma verdadeira catarse"!


* Créditos: Imagens daqui

15/09/2010

Amor - Blogagem Coletiva Meu Cantinho

Andei super ocupada e não tive tempo de avisar, com antecedência, a minha doce amiga Cíntia do blog  Meu Cantinho  que eu iria participar da blogagem coletiva em comemoração aos dois anos do seu lindo blog. É claro que eu não poderia ficar fora dessa comemoração, e aqui estou, fazendo a contagem regressiva, já que faltam apenas 15 minutos para começar a festa. Viva! Viva! Viva!

Escolhi os dois textos que para mim são as mais lindas definições de amor que já foram traduzidas em palavras até os dias de hoje. O primeiro texto vem da Bíblia, está no livro de 1 Coríntios, capítulo 13  e diz:

* Se eu falar em línguas de homens e de anjos, mas não tiver amor, tenho-me tornado um latão que ressoa como címbalo que retine.
* E se eu tiver o dom de profetizar e estiver familiarizado com todos os segredos sagrados e com todo o conhecimento, e se eu tiver toda a fé, de modo a transplantar montanhas, mas não tiver amor, nada sou.
* E se eu der todos os meus bens para alimentar os outros, e se eu entregar o meu corpo, para jactar-me, mas não tiver amor, de nada me aproveita.
* O amor é longânime e benigno. O amor não é ciumento, não se gaba, não se enfuna.
* Não se comporta indecentemente, não procura seus próprios interesses, não fica encolerizado, não leva em conta o dano.
* Não se alegra com a injustiça, mas alegra-se com a verdade
* Suporta todas as coisas, acredita todas as coisas,  espera todas as coisas, persevera em todas as coisas.
* O amor nunca falha.
* Permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor.
A segunda definição de amor que eu acho  perfeita, é o poema de Camões, onde ele diz:

Amor é fogo que arde sem se ver;

É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Juntando essa duas definições maravilhosas e acrescentando trechos se sua própria autoria, Renato Russo criou a música Monte Castelo, que eu simplesmente adoro!
Parabéns pelos dois anos do seu, do nosso cantinho, Cíntia!


* Crédito vídeo: André Aguiar
*  Imagens: Google 

13/09/2010

Felicidade - Blogagem Coletiva Sentimentos

Esta é a minha participação na Blogagem Coletiva Sentimentos, cujo tema "Felicidade",  foi proposto pela nossa amiga Glorinha do Café Com Bolo, para o dia 03/09. Como vocês sabem, eu estive viajando e na data não consegui participar, mas de modo algum  poderia deixar de me fazer presente nesse tema tão importante que trata-se do objetivo maior de todos  nós. Se perguntarmos a qualquer pessoa o que ela mais almeja para sua vida, certamente ela responderá  que seu maior desejo é ser feliz.

Uma vez, há muito tempo, li uma frase que dizia: "a felicidade é a somatória de pequenas alegrias". Fiquei pensando sobre aquilo por um longo período, de modo que nunca havia pensado antes, pois eu era muito jovem ainda e tinha idéias utópicas, como a maioria dos jovens; eu  achava, na época, que felicidade tinha que ser  uma coisa permanente, caso contrário não seria felicidade, porém aquela frase penetrou em meu ser tão fortemente que a partir daquele momento, meus conceitos sobre muitas coisas começaram a mudar. Talvez ali, naquele instante, eu tenha entrado na fase adulta da vida. Se foi ali ou não que isso se deu eu não tenho como ter certeza, mas o fato que eu passei  a valorizar muitas coisas que até então achava pequenas, passei a acreditar que a felicidade está mesmo em alguns momentos das nossas vidas, em pequenas alegrias que muitas vezes deixamos de valorizar, deixamos escapar, esperando por momentos grandiosos, nos iludindo que a felicidade só pode vir acompanhada por "fogos de artífícios" que explodirão ao nosso redor. É assim que fomos ensinadas...É assim que muitos de nós deixam passar  despercebidos momentos tão felizes. Ninguém é feliz o tempo inteiro e por isso mesmo é preciso estarmos atentos aos momentos em que nos sentimos felizes e celebrar cada um deles, como se fosse o último.

Com o tempo aprendi, também, que a felicidade é algo relativo. Nem sempre aquilo que me faz feliz, fará o outro feliz e vice versa. A felicidade está diretamente relacionada ao valores de cada um. Conheço pessoas para as quais a felicidade consiste  na conquista de altos cargos, mega salários, carros  top´s de linha  e casas enooormes; mesmo que para conseguir tudo isso elas tenham que trabalhar 12, 14 horas por dia ou até mais, quase não passem tempo com suas famílias, nem mesmo consigo próprias, pois são totalmente absorvidas pelo lado profissional. Não condeno essas pessoas. Até porque, eu já vivi esse lado da moeda, já trabalhei em 3 períodos, com o objetivo de ganhar dinheiro e gastar dinheiro em coisas que hoje percebo, são totalmente dispensáveis. Graças a Deus, "acordei"  a tempo de perceber que dinheiro é bom mas não é tudo na vida, que isso não leva ao caminho da felicidade.

Hoje em dia, a felicidade para mim está em outras coisas, que são muito mais importantes do que uma conta bancária recheada de reais, do que um cartão de crédito internacional com um limite que nunca usarei ou um carro caríssimo que me levará exatamente onde o que tenho agora me leva.

Minha felicidade maior consiste em:
Ver minha mãezinha amada com relativa saúde e completamente lúcida, no alto dos seus 90 anos, completos em 26 de agosto. Isso não tem preço, não tem dinheiro nem mastercard que pague,rs. É um dos motivos de grande felicidade, para mim.
Saber que minhas meninas, meu maior patrimônio, estão bem, que estão felizes, cada uma ao seu modo, cada uma do seu jeito, mas igualmente importantes para mim.
Ver o meu príncipe crescendo bem educado, inteligente e com saúde.
Ter um casamento harmonioso, pautado no respeito, no companheirismo, no amor, na admiração mútua. Não pensem que não brigamos, não. Brigamos sim, porém, temos o hábito de reconhecer nossos erros e pedir desculpas, sempre que erramos.
Viajar muito, conhecer lugares sonhados, lugares inusitados, conhecer novas culturas, desbravar paraísos desconhecidos. Esse foi  o sonho de uma vida inteira, mas como casei muito cedo, me tornei mãe ainda na adolescência, optei por assumir todas as consequências dos meus atos, as responsabilidades que isso acarreta e muitos planos foram "engavetados" durante anos, entre eles os planos de viagens.
Como nunca é tarde para ser feliz, agora estou realizando esses sonhos de viagens e sou muito feliz por estar tendo a oportunidade de conhecer os lugares que sempre desejei e principalmente por estar planejando, para um futuro breve, aquela que será uma das grandes viagens da minha vida, com a qual sonho há muito, muito tempo.

Ouvir música. A música faz da minha vida, desde que me entendo por gente. Tenho uma verdadeira trilha sonora dos meus momentos, da minha a infância até os dias atuais, rs. Quando chego em casa, a primeira coisa que faço é ligar o rádio em uma boa estação ou colocar um CD pra tocar. Não sei, não consigo passar um único dia sem ouvir música, e quando falo em ouvir música, não estou falando em  deixar que ela entre por um ouvido e passe pelo outro, não. Quando ouço música, realmente "viajo", passeio pela letra, me envolvo com a melodia. Quando dirijo tenho o hábito de cantar, hihihihi. Isso me deixa tão feliz!

Degustar um vinhozinho também é algo que me deixa feliz. Se tomar uma taça de vinho ao lado do meu amado então...Fico mais feliz ainda.
Assistir ao pôr-do-sol é algo que me enche de felicidade, me faz pensar no quanto somos pequenos diante das maravilhas da natureza, me faz ficar mais humilde...Sempre que posso me permito esse luxo e fico pensando que se eu morasse em uma cidade praiana talvez fosse possível assistir a esse espetáculo diariamente.
Tomar banho de cacheira me revigora, parece que lava a minha alma,rs. Quando criança e adolescente, eu já gostava disso,  mas minha mãe me impedia porque eu não sabia nadar, continuo não sabendo até hoje, mas ultimamente tenho me aventurado, por águas nunca antes navegadas.
E por falar em água, eis aqui um momento de grande felicidade: quando fiz raffting, no ano passado. Sempre fico feliz quando supero meus limites, quando venço meus medos, quando supero barreiras que jamais imaginei superar. Como eu já disse, não sei nadar, tinha a maior vontade de praticar raffting mas ficava só na vontade. Até esse dia feliz, quando tomei coragem e fui...Fui e me senti muuuito feliz, nesse momento. É algo que pretendo voltar a praticar.
Reunir a família e/ou os amigos aos domingos, em volta da mesa e servir uma refeição preparada por mim. Algo que para mim,  também é precioso.
 
Fotografar é outra coisa que também me deixa muito feliz. Pratico esse hobby desde os tempos de faculdade e cada vez mais gosto de fotografia, cada vez mais, fico feliz ao fotografar. Quem sabe um dia ainda me dedico, exclusivamente a ela, profissionalmente.
Trabalhar meio período, ter tempo livre para me dedicar a outras coisas que adoro fazer, como mergulhar na leitura de um bom livro, escrever, blogar, falar bobagens com os amigos, passear, descobrir novidades  e até mesmo pensar sobre a vida, meditar ou simplesmente, me entregar ao ócio deitada no sofá, sem fazer absolutamente nada.
Há três anos, abri mão de um emprego no qual ganhava um salário que era quase o triplo do que ganho hoje, trabalhando apenas como funcionária pública estadual,  para poder desfrutar de tudo isso que falei e não me arrependi em nenhum momento. Sou muito mais feliz agora!

10/09/2010

Orgulho - Blogagem Coletiva Sentimentos

"O orgulho, observou Mary, que se gabava da solidez das suas reflexões, é um defeito muito comum, creio eu. Por tudo o que tenho lido, estou mesmo convencida de que é muito comum que a natureza humana manifeste uma tendência muito acentuada para o orgulho, que são puquíssimos os que não alimentam esse sentimento, fundando em alguma qualidade real ou imaginária! A vaidade e orgulho são coisas diferentes, embora as palavras sejam frequentemente usadas como sinônimos. Uma pessoa pode ser orgulhosa sem ser vaidosa. O orgulho se relaciona mais com a opinião que temos de nós mesmos, e a vaidade, com o que desejaríamos que os outros pensassem de nós."
(Orgulho e Preconceito - Jane Austen)
Eu penso que o orgulho na medida certa, no ponto do equilíbrio, seja uma coisa boa. Ele  começa a ser um problema a partir do momento em que as pessoas exageram na dose e passam ao exibicionismo, quando dão vazão à vaidade desenfreada e falam de si próprios como se fossem as criaturas mais fantásticas do mundo. Essas pessoas adquirem um egoísmo do qual não se dão conta, deixam de ser boas companhias, deixam de ser boas ouvintes, pois para elas os feitos dos outros, as conquistas alheias não interessam, são insignificantes diante dos seus feitos, sempre "tão grandiosos". Tornam-se portanto, "personas non gratas".

Esse post faz parte da Blogagem Coletiva Sentimentos, propostas pela Glorinha do blog Café com Bolo

27/08/2010

Raiva - Blogagem Coletiva Sentimentos

Amigos da Blogagem Coletiva Sentimentos, estou um pouco atrasada em minha postagem, eu sei. É que hoje estive um tanto ocupada, só cheguei em casa agorinha, há pouco, portanto, amanhã à tarde ou no domingo é  quando poderei visitar todos vocês, assim espero.
Bem, essa é a quinta semana dessa  gostosa brincadeira proposta pela Glorinha do blog Café com Bolo cujo tema é "raiva".
Eu já fui uma pessoa bastante intempestiva quando sentia raiva e nesses momentos liberava geral meus sentimentos, falava um monte para quem merecia ouvir, etc e tal. Com o passar do tempo,  fui me dando conta que a raiva é mesmo um veneno, como muitos dizem, e esse veneno acaba destruindo apenas aquele que fica excessivamente raivoso, descobri que raiva faz mal ao coração, que envelhece, que marca nossa pele com rugas, antes do tempo.
Hoje em dia eu tento, ao máximo, não permitir que a raiva tome conta de mim, que ela me tire do eixo, que me envenene; estou aprendendo a não deixar que a raiva me descontrole, o que nem sempre é possível, até porque, o que não falta  em nosso dia-a-dia é gente folgada e mal educada, coisa que me tira do sério, que me faz ficar com raiva; ainda não consegui ser tolerante com gente mal educada, e olha que já apelei até para a yoga,rs.
Resolvi fazer uma listinha, conforme fui lembrando de algumas coisas, pessoas ou situações que me fazem sentir raiva. Não necessariamente na ordem que segue.
1) Gente hipócrita - Essa, está mesmo no topo da minha lista. Não suporto e fico furiosa com gente assim.
2) O trânsito caótico de São Paulo, que nos obriga a perder horas preciosas de nossas vidas paradas em engarrafamentos imensos.
3)  Maus pagadores -  não gosto de gente "caloteira". Embora eu não trabalhe com vendas, fico indignada com gente que já compra fiado pensando em não pagar.
4) A impunidade no Brasil - sinto muita raiva por ser uma cidadã do bem e viver prisioneira em minha própria casa, por conta da bandidagem que plorifera como uma praga. Em minha concepção, um dos  fatores que contribuem  para o aumento da violência é essa impunidade que existe em nosso país.
5)  A falta de seriedade na política brasileira - pelo post que fiz recentemente, acho que já deu para vocês terem uma idéia do quanto isso me deixa furiosa, muito furiosa...Aff!
6) Do comodismo da nação brasileira que a tudo assisste e não toma nehuma atitude para mudar o rumo da história.
7) Conformismo, de um modo geral -não tenho paciência com gente que reclama de tudo, mas nada faz para reverter uma situação que está ruim, que nada faz em prol de uma vida melhor.
8)  Traição - isso para mim é algo imperdoável.
9) Falta de pontualidade - Sim, amigos, sou brasileira mas gosto da pontualidade britânica. Sei que essa coisa da falta de pontualidade não é algo tão grave asssim, que está arraigada (como um carrapato, eu diria) em nossa cultura, mas eu odeio assim mesmo, isso me irrita. 
Certa vez combinei com uma amiga, muito querida por sinal, que nos encontraríamos em um shopping por vota do meio-dia (no máximo).Corri feito uma louca para dar conta de chegar no horário, mesmo já conhecendo a minha amiga. Deixei de fazer várias coisas que precisava, inclusive deixei de ir ao banco, deixei de almoçar, mesmo estando morta de fome,  e antes mesmo do horário combinado eu já estava lá, esperando por ela que com a maior cara de pau do mundo, chegou quase duas horas depois e com um monte de desculpas esfarrapadas na ponta da língua. Naquele dia fechei o tempo com ela, falei um monte de verdades, coisas que não são nem um pouco agradáveis de se ouvir, mas que só um amigo de verdadeiro tem coragem suficiente para falar.
Você deve estar se perguntando se a nossa amizade acabou ali. Não, nossa amizade é verdadeira e vem de longas datas e por incrível que pareça eu amo muito essa criatura, ela é uma pessoa adorável, apesar de ter o dom de me deixar possessa de raiva, por causa da sua falta de pontualidade,rs.

20/08/2010

Autoestima - Blogagem Coletiva Sentimentos

Clarice era jovem, inteligente, cheia de vida e segura de si. Como se não bastasse tudo isso, ainda era linda, de uma beleza estonteante; era invejada pelas mulheres  e desejada pelos homens que a cercavam. Sonhadora  e romântica,  ela esperava pelo príncipe encantado e tinha a mais absoluta certeza de que ele não tardaria a chegar.
Quando conheceu Pedro, em um luau, ficou impressionada com suas palavras bem articuladas, com seus gestos ensaiados e sua inteligência regada a wísque barato. Não demorou mais do que alguns instantes para que ela se apaixonasse perdidamente por ele, e demorou menos ainda para  concluir que Pedro era o homem da sua vida . Com essa certeza no coração  aceitou prontamente quando ele a pediu em casamento, ficando tão radiante que esquecera  que tinha vida própria. Entregou-se , sem reserva, a esse homem, que a partir daquele momento, tornou-se o soberano senhor do seu destino, a quem confiou seus segredos mais íntimos, a quem entregou seu corpo impecável, a quem ofereceu seus sonhos e até mesmo a chave da sua vida, transformando-o  no guardião da sua felicidade.
Pouco a pouco porém, sem se dar conta do que  acontecia ao seu redor, Clarice foi perdendo seu brilho, foi murchando como uma flor que perde seu viço e cabisbaixa olha para o chão, cujo lugar seria, em pouco tempo, seu inevitável destino.
Aquele homem a quem ela entregou-se cegamente, transformou-se  logo depois em seu carrasco. Ele a insultva, a humilhava, a desprezava sem ao menos lhe dizer o motivo pelo qual a rejeitava tanto assim. Enquanto isso, Clarice tentava desesperadamente tocá-lo, beijá-lo, na esperança de que ele voltasse a ser o príncipe que ela um dia acreditou que fosse, porém, quanto mais ela se debatia nessa luta infrutífera, ele ia se mostrando o sapo que sempre fora, e aquela mulher linda e exuberante ia  desmoranando junto com  seus sonhos, com sua alegria de viver, e definhando ela se perguntva:
- Onde, afinal, foi que eu errei? Será que ele me despreza assim, porque deixei  de me vestir adequadamente? Será que não li o suficiente para aumentar minha cultura e  atualizar minhas conversas? Quem sabe se eu comprar um perfume diferente, renovar o estoque de lingerie ou fizer um novo corte de cabelo...Talvez ele volte  a me enxergar.
Com todos esse pensamentos distorcendo sua cabeça, ela saía em busca de todo e qualquer artifício que lhe trouxesse de volta aqueles dias gloriosos de paixão. Apesar de todos os seus esforços, Pedro se mantinha irredutível e a fazia acreditar que agora, além de feia, ela era chata, pegajosa como um chiclete mascado durante horas. Já Clarice...Ela assimilava essas idéias com uma dor mortal; era como se um punhal tivesse sido cravado em seu peito e ela, de fato, passou a acreditar, piamente, que já não era  digna do amor daquele homem, pois  havia se tornado a mais horrenda das criaturas. Pouco a pouco deixou de se alimentar e descobriu na bebida o alento que precisava, quando estava embriagada não pensava, não conseguia enxergar a dimensão de sua dor. O sono, antes excessivo,  foi ficando cada vez mais escasso e ela foi mergulhando na escuridão total, tanto ela quanto seus dias e noites eram feitos da mesma matéria, eram feitos da mesma escuridão inteminável que invadia-lhe as profundezas da alma, que a tornava diminuta diante da vida e não deixava penetrar nenhum raio de sol.
Meses transcorreram e por anos e anos ela ficou imersa naquela sombrio inverno da  sua vida. Até que um dia, meio que sem querer, ela acabou encontrando um filete de luz azul que a conduziu de volta ao reino da sensatez, e ali, ela se deu conta que o seu único erro foi ter deixado de amar a pessoa mais importante da sua vida: ela própria.
Apesar das perdas irreparáveis, dos danos acumulados em todos aqueles anos, ela viu que ainda havia tempo para recomeçar, para recuperar a chave do seu destino, e principalmente, para recuperar um dos seus maiores tesouros, a sua autoestima.

Essa postagem faz parte da Blogagem Sentimentos, proposta pela Glorinha do blog Café com Bolo

15/08/2010

Inveja - Blogagem Coletiva Sentimentos

 
A Inveja, esse sentimento "feio" do qual as pessoas tanto fogem, se negam a aceitar nada mais é do que um sentimento humano, totalmente humano, em toda sua complexidade, assim como são todos os outros sentimentos humanos. Embora eu não seja psicóloga,  portanto não queira discutir mais a fundo um assunto sobre o qual não tenho mais do que conhecimentos supreficiais como é o caso da mente humana, acredito que a inveja, assim como tantos outros sentimentos e emoções, inerentes a condição humana, é algo que temos que aprender a  dosar, a lidar,  para não prejudicarmos os outros e também a nós mesmos.
Embora a clssificação de certas condições humanas já existissem na antiguidade, antes mesmo do cristianismo, essas condições foram classificadas (e reclassificadas) ao longo do história, pelo catolicismo que dividiu os pecados em dois tipos: os perdoáveis e os não pedoáveis, incluindo nesse último caso, todos os pecados capitais , cuja inveja nem constava nessa lista, passando a figurar entre esses pecados somente no século VI, quando o papa Gregório I reduziu de oito para sete a lista dos pecados (juntou dois em um) e o pecado que antes era a melancolia fora então trocado pela inveja. O objetivo da Igreja era educar, protejer e controlar os instintos básicos do ser humano.
A melancolia que  era vista pelos gregos (como eram inteligentes, esses gregos!) como um sério problema de saúde, foi transformada em pecado, pelos grande pensadores da Igreja Católica.
Vejam bem, caros amigos, não estou querendo desvirtuar o catolicismo, estou apenas falando de fatos históricos, nada mais. 
Nos dias atuais a lista dos pecados capitais ainda aceita pela Igreja, é a mesma revista por Tomás de Aquino no século XVII.
1) Vaidade - Todo mundo aceita e na sociedade atual, ser vaidoso tornou-se algo desejável, até, independente do tipo de vaidade.
2) Inveja - Eis aqui o nosso "calcanhar de Aquiles"- Embora seja um sentimento inerente ao ser humano, temos uma dificuldade enorme para aceitar que em algum momento da vida já sentimos inveja, parece que é algo inconfessável. Por que será?
3) Ira - Outro sentimento que "nos pega pelo pé". Seres humanos estão sujeitos a ira, isso é normal,  porém esse "pecado" é também muito negado, embora não tanto quanto a inveja.
4) Preguiça - Esse, já é um pouquinho mais aceito, mesmo assim alguns homens (e mulheres) costumam encher o peito e dizer que se orgulham de não sentir preguiça. Isso é outra mentira. Que atire a primeira pedra quem nunca sentiu preguiça.
5 ) Avareza -Mais um pecadinho inconfessável, tanto quanto a inveja. 
6) Gula - Embora mais aceito, vejo por aí pessoas que comem e bebem em demasia, mas negam com veemência.
7) Luxúria - Mais um pecadinho bem visto, até tornou-se  desejável nos dias de hoje. Quem é que atualmente não se diz atraído pela sensualidade, pelos prazeres carnais?

Essa postagem faz parte da Blogagem Coletiva Sentimentos, proposta pela Glorinha, do blog Café com Bolo, para o dia 13/08, mas que por motivo de força maior, só foi possível postar hoje.


* Fonte de referência:  http://pt.wikipedia.org

13/08/2010

Esclarecimentos - Blogagem Coletiva Sentimentos

Caríssimos participantes da Blogagem Coletiva Sentimentos,  quero pedir-lhe desculpas porque vou atrasar a postagem sobre a Inveja,  proposta feita pela Glorinha  para a data de hoje.
Motivo: ontem à noite, quando eu estava pensando na postagem que faria para hoje, minha filha Indira, do blog Vivendo e Aprendendo,  ligou-me, chorando, dizendo que havia sofrido um acidente de carro. Voês devem imaginar como fiquei. Perdi o chão, perdi o fôlego e mesmo depois que ela disse que não foi  grave, eu  fiquei desnorteada e não tive mais concentração para nada .
Graças a Deus que os prejuízos foram apenas materiais! Mesmo assim, ela ficou muito, muito triste pois como alguns aqui sabem, ela está de casamento marcado para Setembro, está tendo muitos gastos por conta disso, está de emprego novo (começou essa semana) e depende do carro para trabalhar, além do carro ser "novinho em folha". Claro que tentei fazê-la enxergar que prejuízos materiais são recuperáveis e que a vida é o nosso bem mais valioso, mesmo assim sei que está sendo um momento difícil para ela.

Quanto a minha participação na Blogagem Coletiva, ficará para hoje à noite ou talvez para amanhã.

06/08/2010

Desejo a Você...Blogagem Coletiva "Sentimentos"

Essa postagem faz parte da Blogagem Coletiva "Sentimentos".
Para hoje, a proposta da Glorinha foi falar sobre Desejos, então fiz minhas as palavras de Carlos Drummond de Andrade, para dizer tudo que desejo a vocês, queridos amigos.

Desejo a vocês...
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho.
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.


Amigo (a) se você ainda não faz parte da nossa Blogagem Coletiva, mas deseja participar, bastar entrar no link da Glorinha, aqui mesmo nesse texto, e solicitar a inclusão do seu blog.