Amo essa canção!

Mostrando postagens com marcador Livros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Livros. Mostrar todas as postagens

23/04/2012

Bookcrossing Blogueiro: O Sol Também Se Levanta

                                
É com imensa satisfação que participo mais uma vez desse evento de tamanha relevância,  o BookCrossing, mais especificamente o BookCrossing Blogueiro, uma iniciativa da Luma, do blog www.luzdeluma.blogspot.com
Sempre achei que livro é um patrimônio de todos e quanto mais pessoas ele alcança, mais estará cumprindo o seu papel.
A  iniciativa é uma bela maneira de incentivar a leitura,  mas é também uma forma de nos ajudar a praticar o desapego, coisa que nem sempre é fácil para quem, como eu, ama perdidamente os livros e tem com eles  uma forte relação. Confesso que na primeira vez que participei do evento eu  sofri (rsrsrs) ao deixar meu livrinho, até então tratado com tanto amor e carinho, ali "largado" em um local público. Mil coisas passaram pela minha cabeça, entre elas que alguém poderia encontrar meu livro e jogá-lo na lixeira mais próxima. Aos poucos fui trabalhando essa questão do desapego e entendendo  que era muito melhor eles estarem circulando por outras mãos, encantando outras pessoas, fazendo com que outros leitores experimentem a emoção que eu sempre experimento ao mergulhar de cabeça na leitura de cada um deles...bem melhor do que meus livros enclausurados na estante!
Hoje  eu libertei o meu "Sol" que amanhã, certamente  se levantará em outras mãos,  fazendo feliz ( assim espero) o seu novo dono, ou dona.

O livro que escolhi para libertar este ano foi "O  SOL TAMBÉM SE LEVANTA", de Ernest Hemingway .

Sinopse:  o autor retrata, em estilo direto e despojado, os conflitos e a frustração dos norte-americanos e ingleses que vivem em Paris após a Primeira Guerra Mundial.
Para o Sol Também Se Levanta, Hemingway criou tipos humanos complexos, representando assim uma geração contaminada pela ironia e pelo vazio diante da vida, com seus valores morais destruídos pela guerra e irremediavelmente perdidos. Temas como a solidão e a morte, os preferidos do escritor, são explorados de forma brilhante.

Como e onde libertei meu livro:
Escolhi um local por onde circula um grande número de pessoas diariamente: os corredores de um hipermercado, mais especificamente em frente a um salão de beleza, onde o entra e sai de pessoas é enorme todos os dias da semana.
Escrevi um bilhetinho de próprio punho, desejando ao novo dono
( ou dona) uma leitura prazerosa.                                                                                             
Após deixá-lo, me afastei dali mas permaneci por perto esperando um pouco, curiosa que sou, eu queria saber como era a pessoa que o encontraria e fiquei imaginando o perfil do novo dono. Infelizmente não pude esperar mais do que 10 minutos e nesse ínterim ninguém o encontrou, portanto eu  fui embora...
Espero que o meu "Sol" já tenha encontrado um novo horizonte para se levantar amanhã mesmo, na primeira hora do dia.

16/08/2010

Paula - Um Livro Comovente

Li esse livro pela primeira vez em meados de Janeiro de 1997 e com ele fui às  lágrimas inúmeras vezes. O livro é na verdade uma carta que Isabel Allende escreve para sua filha, quando a mesma adoece gravemente e em seguida entra em coma.  Na esperança de que Paula acordasse um dia, Isabel resolveu fazer um relato  sobre a história da sua família para que ela, a sua "menina", não ficasse tão perdida ao acordar ou para que pudesse, através desses escritos, preencher algumas lacunas de memória que por ventura viessem a surgir  depois desse "sono" profundo.
Pelo momento que eu estava passando, me identifiquei prontamente com a autora e sua carta, o livro mexeu demais com minhas emoções e ficou marcado para mim, como uma das leituras mais emocionantes e inesquecíveis que já fiz.
Agora, passados mais de teze anos , em um momento bem diferente daquele, resolvi reler Paula, para ter a certeza se o livro era mesmo tudo aquilo que eu pensava ou se na época, eu estava apenas influenciada pelo drama pessoal da minha vida.
Foi com imensa satisfação que, após finalizar essa segunda leitura,cheguei a conclusão de que esse livro é mesmo  marcante, comovente, espetacular!
Mais do que o relato dramático de uma mãe que tenta, desesperadamente, manter viva a sua filha, Isabel Allende nos revela pormenores da sua família, abre seu coração, fala dos seus amores, da sua intimidade, sua infância,  juventude; fala também de política,  da ditadura, do golpe militar no Chile em 1973, bem como dos anos vividos no exílio.
Apesar da tragédia pessoal de Isabel, ela  afirma que "essa não é uma obra sobre a morte, mas uma celebração da vida." E ela está coberta de razão. 

29/07/2010

O Físico - Um Livro Excelente!

Depois de uma semana afastada , cá estou eu, de volta ao mundo virtual. Peço me desculpem pela ausência, mas  como já comentei anteriormente, segunda-feira voltei ao trabalho, depois de duas semanas de férias. Como é muito fácil ficar acostumada com coisas boas, tive uma certa dificuldade para retomar  hábitos como acordar cedo e conciliar todos os afazeres com a jornada de trabalho,hehehe. Além disso, estou dedicando parte do meu tempo a outros projetos, bem como à leitura, e foi para falar de um livro maravilhoso, que li nesses dias em que estive ausente, que passei por aqui hoje.
O livro em questão é esse que vocês estão vendo na foto: "O Físico", de Noah Gordon. Trata-se das aventuras de um homem apaixonado pela medicina, que assume a identidade de um judeu e parte em uma longa viagem que dura quase dois anos, para cursar uma universidade na Pérsia, pois ali estava uma das poucas e melhores escolas de medicina que o mundo medieval conhecia.
Um livro envolvente cujo pano de fundo nos dá um panorama geral da Idade Média, que eu, particularmente, adoro estudar.
Sinopse: "O drama turbulento e, por vezes, divertido, de um homem dotado do poder quase místico de curar, que tem a obsessão de vencer a morte e a doença, é aqui contado desde o obscurantismo e a brutalidade do século XI na Inglaterra ao esplendor e sensualidade da Pérsia, detalhando a idade de ouro da civilização árabe e judaica.
A história começa quando Rob Cole, órfão, aprendiz de um barbeiro-cirurgião na Inglaterra, toma conhecimento da existência de uma escola extraordinária na Pérsia, onde um famoso físico leciona. Decidido a ir ao seu encontro, descobre que o único problema estava no fato de que cristãos não tinham acesso às universidades muçulmanas durante as Cruzadas. A solução era Rob assumir a identidade de um judeu, ao mesmo tempo em que se envolvia com uma avalanche de fatos verdadeiramente impressionantes. Mais que uma recriação histórica magistral, aqui está também a história fantástica de uma vocação para a medicina. O romance de Noah Gordon recria o século XI de maneira tão eloqüente que o leitor é levado em suas centenas de páginas por uma onda gigantesca de autenticidade e imaginação."


Obs. Muitas pessoas falam que a tradução  poderia ser melhor, já que título deveria ser "O Médico" e não "O Físico" mas posso garantir que isso não tem a menor importância e nem altera, em nada, a beleza da obra. Além disso, o termo está perfeitamente adequado ao contexto da época.

29/06/2010

A Cidade do Sol - Emoção e Reflexão

Sinopse: "Mariam tem 33 anos. Sua mae morreu quando ela tinha 15 anos e Jalil, o homem que deveria ser seu pai, a deu em casamento a Rasheed, um sapateiro de 45 anos. Ela sempre soube que seu destino era servir seu marido e dar-lhe muitos filhos. Mas as pessoas nao controlam seus destinos. Laila tem 14 anos. É filha de um professor que sempre lhe diz: "Você pode ser tudo o que quiser." Ela vai à escola todos os dias, é considerada uma das melhores alunas do colégio e sempre soube que seu destino era muito maior do que casar e ter filhos. Mas as pessoas nao controlam seus destinos. Confrontadas pela História, o que parecia impossível acontece: Mariam e Laila se encontram, absolutamente sos. E a partir desse momento, embora a História continue a decidir os destinos, uma outra história começa a ser contada, aquela que ensina que todos nós fazemos parte do "todo humano", somos iguais na diferença, com nossos pensamentos, sentimentos e mistérios."
Faz um tempinho que acabei de ler esse livro maravilhoso (por indicação da minha amiga Laís) e  estou querendo escrever um pouco sobre o mesmo pois, há muito tempo eu não lia um livro tão comovente quanto esse. É um livro para viajar na cultura afegã, na história e principalmente no universo feminino daquele país.
É triste e lamentável saber que em pleno século XXI, mulheres ainda vivem daquela forma, sofrendo os mais diversos tipos de humilhação que o autor da obra nos mostra, através de Mariam e Laila; presonagens principais do livro.
Fiquei totalmente envolvida com essa leitura e, mesmo sem muito tempo,"devorei" o livro em exatos 13 dias.
Quando li o post da Glorinha sobre a cultura africana e a forma como vivem as mulheres naquele continente, me senti inspirada para falar sobre a condição feminina no Afeganistão.
Logo após ler o livro de Khaled Hosseini, encontrei uma matéria sobre o assunto , onde vi dados alarmantes sobre a condição (atual) das mulheres afegãs:
*"A aplicação de castigos físicos a mulheres de "mau comportamento" continua a ser vista como um dever e um direito da família. Uma pesquisa feita em 2008 com 4 700 afegãs mostrou que 87% já tinham sido vítimas de espancamentos ou abusos sexuais e psicológicos.
* No Afeganistão, apenas 15% das mulheres com mais de 15 anos sabem ler e escrever.
* Entre 2008 e 2009, ao menos oitenta afegãs tentaram o suicídio ateando fogo ao prórpio corpo. Na província de Herat, a oeste de Cabul, a incidência desse tipo de episódio é tão alta que o principal hospital da região montou uma unidade para atender exclusivamente a casos assim (a grande maioria é de mulhres com no máximo 26 anos que se dizem cansadas da vida)
Gente, imagine o sofrimento profundo dessas mulhres que no auge da juventude  já não querem mais continuar vivendo.
* A segregação sexista faz com que até nos saguões dos aeroportos e nas festas de casamento exista um "setor feminino".
* Nove anos depois da queda do regime do Talibã, as afegãs continuam pagando a parte mais pesada da conta do fundamentalismo religioso. Nas ruas, a maioria (um percentual de 70%)  ainda usa a burca (não porquê gostam mas porquê são obrigadas, por seus homens), metade delas ainda casa antes dos 16 anos, com alguém escolhido pela família e  embora o regime Talibã tenha "caído" há um tempo, elas não ousam desafiar muitas  regras que foram impostas naquela época.

Segundo o último relatório feito pelo Unicef, o Afeganistão foi considerado o lugar mais perigoso do mundo para gerar uma criança mas...Se essa criança for do sexo feminino, nascer é ainda muito pior.
Um assunto que sem dúvida, merece, no mínimo, uma reflexão.