Amo essa canção!

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02/10/2011

Depois de um longo tempo...

Olá amigos queridos!


Depois de um tempo, relativamente longo, ausente desse meu cantinho que tanto gosto, finalmente volto e trago algumas novidades.
Uma das grandes e maravilhosas novidades é que serei avó novamente. Desta vez virá uma menininha e se chamará Sofia. É a primeira filha da minha Fê, que agora está com 19 semanas de gravidez e por aqui  estamos todos muito felizes e meio grávidos também!!! 
Só penso em roupinhas de bebê, sapatinhos, vestidinhos e outras coisinhas do universo baby...rsrs
Os outros assuntos vou colocando em dia aos poucos, pois continuo trabalhando muuuito e com pouco tempo para me dividir entre a vida real, os blogs, facebook, orkut, flickr e, twitter (que não gosto muito).
Afinal, como representante da nova geração de avós, tenho que estar atualizada e conectada com o mundo das mídias sociais, portanto quem não me encontrar por aqui, já sabe...me procure por aí e certamente me encontrará.
Beijinhos  recheados de saudades para cada um de vocês.

17/10/2010

Truta Salmonada - "Que Marravilha"!

Sabe um daqueles domingos que você acorda perto da  onze, sem a menor vontade de fazer nada, se joga no sofá (ainda de camisola) folheando uma revista, porque a preguiça não deixa nem mesmo você se concentrar na leitura de um livro? Pois é, meu domingo começou exatamente assim, mas eu não estava nem um pouco preocupada, pois tinha um "restô d´ontê"(assim mesmo com apóstrofo para ficar mais charmoso) na geladeira.
Gente, claro que não vou falar que era um resto de comida de ontem, né! Não é lá muito bonito falar essas coisas, e eu estava decidida a encarar esse prato mesmo, tendo em vista que iria almoçar sozinha, já que marido tinha descido a serra, para resolver uma questão em Santos e eu imaginei que ele fosse ficar por lá o dia todo, mas para minha surpresa (e satisfação, claro) ele retornou logo, então pensei: e agora, o que faço para o almoço? De repente o telefone toca e eis a salvação do meu domingo. Do outro lado da linha parte um convite para almoçar, na casa da minha filha e do meu genro. Ele que é um cozinheiro de mão cheia, preparou uma truta salmonada que estava simplesmente ma-ra-vi-lho- sa! Claro que eu não iria fazer uma desfeita ao meu genro, recusando um convite desses, você não acham que estou certa?
Pronto. Meu domingo foi salvo e vou contar uma coisa para vocês: tenho tentado, desesperadamente, fechar a boca, pois engordei horrores do ano passado para cá, então à princípio, até fiz o prato do jeitinho que vocês estão vendo na foto, depois...Não resiti e parti para a repetição, acrescentando  arroz.  Como comi, aff!
Adoro trutas, adoro salmão! Só que até hoje, não sei exatamente  o que é uma truta salmonada (nem também pesquisei sobre isso,rs) Será que é  apenas um salmão mais barato? Ou será que é  uma truta rosada? Ou quem sabe um filhote, resultado do cruzamento de um salmão com uma truta? Kkkk... Piadinha infame, essa. 
De qualquer modo, quem souber, exatamente, o que é uma truta salmonada, por favor, venha aqui me contar.

Tenham todos uma ótima semana!

21/09/2010

My Angel

Ontem estive ausente daqui pois minha primogênita (a Fê) voltou de uma das suas viagens maravilhosas pela Europa, depois de quase um mês por lá. Ela, como sempre tinha muito a contar, e eu, que sou completamente fissurada em viagens, tinha muito a ouvir, além de apreciar as fotos (cerca de duas mil, sem exagero) trazidas por ela,rs. Só consegui ver a metade, o resto ficou para o fim de semana.
Se teve presentinhos? Claro que sim! De Portugal vieram canecas muito divertidas, de Londres, ganhei um vestidinho maravilhoso, de Amsterdam vieram chapeuzinhos muito fofos; da Bélgica, uma caixa de chocolates (tão lindos que nem tive coragem de abrir ainda, hihihihi; da Espanha catálogos de museus e uma bolsa super transada. Adorei tudo, tudinho mesmo, porém, o presentinho (presentão) que já virou praxe (eu ganho sempre que ela viaja) é um perfume. Dessa vez, ela trouxe um que eu amo de paixão: Angel, de Thierry Mugler.
Perfumes importados é um luxo que me permito, até porque os nacionais não fixam em minha pele, mas eu me recuso a comprá-los aqui no Brasil. Os preços praticados chegam a ser abusivos e grande parte disso acontece por conta das altíssimas taxas de impostos cobradas sobre eles. Tem um site até legal, que de vez em quando (muito raramente) compro alguma coisa para o dia-a-dia, mas os preços não são diferentes das lojas de importados, é bem caro também. A única diferença é que eles costumam enviar, junto com o pedido, algumas amostrinhas legais e também parcelam em até 12 vezes, sem juros (dizem eles) e isso facilita as coisas para muita gente . Para quem não conhece a Sacks ainda, eis o site: http://www.sacks.com.br/.
Bem, voltando ao Angel acho as imagens de publicidade tão maravilhosas quanto o perfume, e postei também esse vídeo porque achei o mesmo fantástico. A única coisa que não gostei muito foi a "piscadinha"...Mesmo assim, o vídeo é lindo.

13/08/2010

Esclarecimentos - Blogagem Coletiva Sentimentos

Caríssimos participantes da Blogagem Coletiva Sentimentos,  quero pedir-lhe desculpas porque vou atrasar a postagem sobre a Inveja,  proposta feita pela Glorinha  para a data de hoje.
Motivo: ontem à noite, quando eu estava pensando na postagem que faria para hoje, minha filha Indira, do blog Vivendo e Aprendendo,  ligou-me, chorando, dizendo que havia sofrido um acidente de carro. Voês devem imaginar como fiquei. Perdi o chão, perdi o fôlego e mesmo depois que ela disse que não foi  grave, eu  fiquei desnorteada e não tive mais concentração para nada .
Graças a Deus que os prejuízos foram apenas materiais! Mesmo assim, ela ficou muito, muito triste pois como alguns aqui sabem, ela está de casamento marcado para Setembro, está tendo muitos gastos por conta disso, está de emprego novo (começou essa semana) e depende do carro para trabalhar, além do carro ser "novinho em folha". Claro que tentei fazê-la enxergar que prejuízos materiais são recuperáveis e que a vida é o nosso bem mais valioso, mesmo assim sei que está sendo um momento difícil para ela.

Quanto a minha participação na Blogagem Coletiva, ficará para hoje à noite ou talvez para amanhã.

08/08/2010

Pai...

Tem tantas coisas que eu gostaria de te dizer hoje, mas as palavras fogem do meu controle e se dispersam por idéias desconexas.
Eu sei que fui a criança com a qual você sonhou e quando eu nasci você já tinha mais de quarenta anos. Cheguei grande, forte, saudável e para sua alegria, diziam que eu era parecida com você. Não demorou muito para você se tornar o meu herói, meu pai amado, meu tudo, e apesar de você nunca ter me dado uma palmada eu lhe obedecia sem questionar, diante de um simples olhar que você dava para mim. Você era aquele tipo de pai que me ensinava a cantar, que me pegava no colo e cantava para mim, que me fazia adormecer em seus braços com suas canções de ninar, e mesmo que essas canções não fossem exatamente canções de ninar, elas acalentavam meu coração e me faziam acreditar que entre nós existia uma cumplicidade que ninguém, nesse mundo, seria capaz de abalar.
Como todos os pais amorosos, você fazia planos para o meu futuro. Lembra  de quantas vezes discutimos porque você dizia que eu seria professora, enquanto eu afirmava categoricamente, que seria engenheira? Você, machista como era a maioria dos homens do seu tempo, dizia-me que engenharia não era profissão para mulheres, porém eu não lhe dava ouvidos e tentava lhe convencer  de que as mulhres poderiam, muito bem, ocupar o cargo dos homens; acho que eu já gostava de quebrar regras, já era uma menina na contramão.
Aprendi com você o que era cidadania,  o que era política e num misto de orgulho e preocupação você dava respostas evasivas para minhas perguntas, tentando me manter longe dessas idéias. Você criou expectativas que eu nem sempre correspondi. 
Mas o tempo foi passando pai, e aos poucos você foi se afastando de nós, então eu passei a enxergar muitas coisas, entre elas o motivo dos prantos noturnos da minha mãe, que por sua causa sofria tanto.Você mentia para ela e passava noites e mais noites fora de casa, você a enganava dizendo que estava na fazenda, cuidando dos seus negócios enquanto na verdade estava mesmo era participando de festas que eram promovidas e patrocinadas por você, você a traía diante dos olhos de todos e eu a via sofrer calada, resignada, já que naquela época, ser traída pelo marido era menos pior do que ser uma mulher desquitada, com uma filha para criar. Quanta humilhação você a fez passar, pai! Sinto dizer, mas seria pedir muito que eu não tomasse partido naquela situação. Além de ser filha, eu também sou mulher!
Toda aquela admiração que eu tinha por você foi se diluindo nas dores e nos prantos da minha mãe.
Certo dia resolvemos, minha mãe e eu, lhe fazer uma surpresa e aparecemos, sem aviso prévio, em sua pequena fazenda. Mal sabíamos nós que a maior surpresa seria nossa, pois lá estava você, nos braços de outra mulher. Aquilo foi demais para nós, pai. Foi aí, então, que rompemos relações pela primeira vez e ficamos alguns anos sem nos falarmos. Eu era só uma adolescente e aquilo abriu uma ferida em meu peito que sangrou durante décadas.
Para mim era inconcebível sua infidelidade, sua falta de lealdade para com aquela mulher (no caso, minha mãe) que tinha seguido você pela vida afora por mais de trinta anos, que se desfez de tudo que tinha, um belo patrimônio, para embarcar em suas idéias, nem sempre sensatas, que ficou ao seu lado quando você estava entre a vida e a morte, que quando não tinha mais o que vender,  tirou do pescoço suas jóias mais valiosas, tirou dos seus dedos seus anéis dos quais tanto gostava, para comprar remédios para você, para salvar a sua vida, meu pai.
Ainda sou aquela mesma menina, a quem um dia você ensinou que honestidade não é mais do que obrigação e que lealdade é uma das maiores virtudes do ser humano e por isso mesmo rompemos  e só valtamos a nos falar depois de inúmeros apelos, sinceros, da minha mãe. Foi com ela que aprendi a perdoá-lo.
Alguns anos se passaram, eu me tornei  adulta e tentei entender a sua cabeça. De de certa forma, sei que obriguei você a fazer escolhas. Certamente não tinha esse direito, mas naquele tempo eu não pensava assim.
Hoje, vendo você tão velhinho, no alto dos seus quase 90 anos, me dói o coração, só de pensar que você não terá muito tempo pela frente, que está fraco, cansado e desgastado pelas rasteiras que a vida lhe deu, que talvez não sobreviva a mais um AVC...
Todas as vezes que nos encontramos nos abraçamos entre risos e lágrimas e todas as vezes que nos despedimos, com lágrimas escorrendo pelos nossos rostos, eu tenho a certeza que, apesar de tudo, eu te amo. Mesmo assim, fico me perguntando se a nossa história poderia ter sido diferente, mas o fato é que os caminhos que  escolhemos trilhar, nos conduziram ao que somos hoje, então, um misto de amor e dor me consome o peito, ao pensar que existem tantas coisas que não foram ditas por nós, que foram sufocadas ou ficaram  apenas subentendidas e que talvez não tenhamos tempo para falar sobre tudo que aconteceu em nossas vidas.
De qualquer maneira, hoje, penso que muitas palavras se tornaram desnecessárias, a essa altura da vida, que o amor e o perdão basta, nesse momento.

04/08/2010

O Blog da Minha Filha

Caros amigos, hoje não vou ficar muito tempo no computador, não (amanhã coloco todas as visitas em dia).
O frio aqui em São Paulo está de matar! Por volta do meio-dia a tempertura era de 11 graus com sensação térmica de 6, e a medida que a tarde vai caindo, o frio aumenta ainda mais, portanto quero (tão  logo esteja livre das tarefas obrigatórias) colocar uma luva , para aquecer meus dedinhos que    nesse     momento estão congelando, me enfiar debaixo de um edredon bem quentinho e curtir o meu livro da vez.
 Hoje,  passei apenas para  divulgar o blog da minha filha caçula,   que foi   contagiada pelo meu entusiasmo bloguístico  e resolveu adentar ao mundo da blogosfera, também.   Certamente, teremos mais uma viciada na família, hehehe.
Não é porque sou mãe, não, mas a minha Indira é uma fofa, é a mais extravagante das duas ,é uma barbie girl, é super divertida   (tirando o período da TPM) é um coração com pernas andando por aí. Por tudo isso, tenho certeza que vocês irão gostar muito   de conhecê-la melhor. Ficou curioso(a)? Então vá lá no blog  dela Vivendo e Aprendendo dar um incentivo para a minha menina.

03/08/2010

Pedaços de Mim

Depois do post anterior, resolvi "pegar leve", não sem antes agradecer e tranquilizar a todos que se mostraram preocupados com o texto que escrevi sobre o medo, para a Blogagem Coletiva "Sentimentos".
Felizmente, caros amigos, não  sofro da síndrome do pânico, embora aquele texto tenha sido baseado em experiência própria. Tenho muitos medos, como a maioria das pessoas, mas aquele momento, foi quando experimentei o maior de todos os medos: o medo de perder um pedaço de mim. Sim, medo de perder, para sempre, uma das minhas filhas, pois filhos são como pedacinhos de nós soltos no mundo e quando algo os fere, sentimo-nos mortalmente feridos, também.  Se nada podemos fazer para amenizar as dores  dessas criaturas que sairam de dentro de nós, é como se o mundo desabasse em nossas cabeças e a sensação de impotência nos leva ao medo extremo, como aquele que senti. Quem é mãe (ou talvez pai) sabe, muito bem, do que estou falando.
Essas duas lindas, aí nas fotos (sou suspeita, sou mãe coruja e babona) são minhas filhas queridas, a maior contribuição que dei ao mundo. E nesse caso, posso garantir que não estou falando como mãe e sim como pessoa, pois elas, sem dúvida, tornam esse mundo mais humano e mais bonito. São duas mulheres do bem, educadas, civilzadas, amorosas, inteligentes, que respeitam seus semelhantes, respeitam a natureza e os animais.
Embora tenham sido criadas da mesma forma, elas são completamente diferentes. Uma é calma, a outra é um furacão; uma é discreta  no modo de ser e até mesmo de se vestir, a outra é  extravagante; uma é racional, a outra é  passional. Acho que basta olhar a fotografia das duas para identificar quem é quem, não?
A de cabelos louros  é a minha caçula, a de cabelos castanhos é a minha primogênita, e foi por medo de perdê-la que senti aquela dor atroz, como escrevi no post anterior.
A diferença de idade entre as duas é de apenas dois anos, mas como aqui em casa todos nós  imaginávamos, a mais nova me deu o meu primeiro neto, que passou a ser parte insubstituível do meu baú de tesouros.

Um beijo a todos e uma semana excelente!

13/07/2010

Viagem em Família

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Só para relembrar, momentos da nossa viagem em família para Gonçalves , no sul de Minas, em Junho 2010.

06/07/2010

Frida Kahlo - A Tua Dor é a Minha Dor

Se estivesse viva, Frida Kahlo estaria completando hoje, 103 anos. Eu não poderia deixar passar em branco essa data, já que Frida é uma das minhas artistas preferidas. Sua obra autobiográfica é tão forte quanto foi a sua dor, tanto a dor física como as dores emocionais, é impactante como foi a sua vida.
Essa mulher tirava uma força tão grande de dentro de si que conhecendo a sua história fica até difícil pensar que os nossos problemas são  os maiores do mundo, como muitas vezes nos parcem.
Me identifico demais com ela, não apenas pela sua força interior, já que  a minha não chega nem perto da que ela tinha mas,  vivi um drama pessoal decorrente de um acidente automobilístico e vi minha filha sofrendo as dores de Frida, tomando morfina até mesmo para suportar um simples banho ou para conseguir dormir por 15 minutos, vi minha filha usando, por muito tempo, um colete parecido com o que ela usa nesse auto retrato, e carregando, até hoje, em sua coluna vertebral, uma haste metálica idêntica a essa  que Frida também carregou...É impossível não me emocionar quando falo sobre esse assunto. Talvez um dia eu conte, aqui no blog, os detalhes desse capítulo da minha história e os fantasmas que ainda rondam a minha cabeça quando as lembranças insistem em me atormentar. É impossível não chorar por dentro cada vez que  olho as obras  ou cada vez que leio sobre essa artista  que me fala tão alto ao coração.
É para Frida Kahlo que vai a minha homengem de hoje.

21/06/2010

"Eu Nunca Vou Querer Ser Peixe" - Blogagem Coletiva Vida Simples

Hoje é o último dia da nossa Blogagem Coletiva "Vida Simples" proposta pela Milla.
Infelizmente fico devendo as fotos  que representam o fato que vou contar pois o meu HD externo(onde estão praticamente todos o meus arquivos fotográficos) parece ter "pifado" de vez. Não dá sinal de vida, mas enfim....Coisas da tecnologia. Agora sentem que lá vem  conversa.

Certo dia de Janeiro de 2009 meu netinho (na época com 6 anos e meio) estava passando férias conosco quando, no domingo, resolvemos levá-lo a um pesqueiro. Tudo corria bem, ele brincava, se divertia, fazia amigos, até que em determinado momento, ele descobriu que em um local ali do pesqueiro, um homem limpava e tratava peixes para depois vendê-los. O meu João veio correndo até mim e disse-me em tom de aflição e indignação:

-Vovó, venha comigo pra você ver o que aquele homem lá atrás está fazendo....Venha vovó, venha logo!
Não resiti e fui com ele. Já se aproximando do local, ele largou a minha mão, deu uns passos adiante e disse em tom de reprovação:
- Olha só moço, eu trouxe a minha avó para ele ver a maldade que você está fazendo com os peixinhos. Por que você faz isso com os bichinhos, hein? O que eles fizeram para  você matá-los e ainda abrir a barriga dos coitadinhos assim?
Todos ali riram muito e ele ficou ainda mais indignado e de pronto acrescentou:
- Por isso que eu nunca vou querer ser peixe...Porque não faz nada de ruim para as pessoas e elas ainda matam os bichinhos e as outras pessoas acham engraçado.

Jamais esquecerei aquele momento e fiquei pensando: o que poderia ser mais simples e lindo do que a atitude e as palavras de uma criança que ainda está descobrindo o mundo?

13/06/2010

Domingão em Família

Depois da "overdose" de amor no dia de ontem, (além de celebrar o Dia dos Namorados, eu  celebrei, também, o aniversário de casamento) hoje fui para a cozinha preparar uma almoço simples mas gostosinho para a família:  filha, genro e sogro almoçaram conosco.
Tudo começou direitinho até que resolvi colocar roupa  na máquina de lavar enquanto  preparava o menu.  Com essa mania que tenho de fazer várias coisas ao mesmo tempo, acabei esquecendo um perfex dentro do tanque (onde  a máquina desagua) e um balde em cima do ralo na área  de serviço...Nem preciso dizer o que aconteceu né! A cozinha virou bonita lagoa e por muito pouco a sala não  se transformou em um lago. Fiquei louca da vida e corri para resolver esse "pequeno problema". Quando voltei a minha atenção para a cozinha, o capeletti tinha passado do ponto e tome dona Yoyo:mais uma contrariedade. Ainda bem que existem os molhos. Na hora lembrei de algo que li há muitos anos no livro "Na Sala com Danuza"(Danuza Leão) onde ela diz que se você adicionar molhos e mais molhos a qualquer prato, seus convidados comerão cobras e lagartos e ainda acharão um manjar dos deuses,hehehehe. Salvei meu capaletti com bastante molho branco e todos acharam  muito bom.Se eu não tivesse comentado, nem teriam percebido que passou do ponto.
Para garantir uma carta na manga fiz também arroz branco, que acabou sobrando já que devoraram o capeletti.
Fiz também um chester assado; meu sogro só acredita que um almoço é de verdade se tiver carne na mesa e não apenas como recheio do que quer que seja,rs.
À essa altura, a sobremesa tinha que ser algo rápido e prático, então, nada melhor do que pudim de leite condensado, feito no microondas. Fica ótimo! Ultimamente só tenho feito pudim de microondas.
Capelleti ao molho branco 


Ingredientes:


500 gr de capeletti 
100 gr de bacon picado (opcional)
03 colheres (sopa) de margarina
01 cebola pequena picada
150 gr de presunto picado
150 gr de queijo prato picado
350 ml de leite
02 colheres (sopa) rasas de maizena dissolvidas em meia xícara de água fria
queijo parmesão a gosto
sal a gosto

Modo de Preparo:

Aqueça a panela, derreta a margarina, frite o bacon, a cebola e o presunto até dourar. Junte o leite e quando começar levantar fervura coloque o queijo prato e mexa até derreter, junte a maizena dissolvida, acrescente sal a gosto até obter consistência cremosa. Junte o creme ao capelleti já cozido e polvilhe com parmesão

08/06/2010

Relato da Viagem

Atendendo a pedidos (uia! Kkkkkk) aqui está o relato da viagem que fiz no último fim de semana. Tudo foi  muito bom, até melhor do que eu esperava. Algumas novidades foram acrescentadas aos meus planos, como a chegada da minha filha e do meu genro, na sexta-feira pela manhã, o que nos trouxe  uma grande alegria.
Diferente do que algumas pessoas pensaram, eu não fui para Monte Verde; viajei para Gonçalves, uma cidadezinha, bem pequena, no sul de Minas Gerais, cujo maior atrativo é a natureza exuberante e o friozinho gostoso. Ela fica situada entre Campos do Jordão e Monte Verde e é uma delícia para curtir os dias frios do inverno ou para se refugiar quando precisamos de descanso. Alugamos um chalé no alto das montanhas (1.650m de altitude) e nos"escondemos" lá, por  cinco dias.
Segui o roteiro que tinha planejado. Logo que cheguei, aproveitei para conhecer o lugar e tudo era ainda mais bonito do que eu imaginava. As fotos não me deixam mentir.
No dia seguinte fomos passear na cidade e as ruas estavam lotadas de pessoas; mesmo assim deu para conhecer tudo, inclusive uma fábrica de geléias, de onde saímos com alguns frascos de sabores variados; entre eles, manga com maracujá, abacaxi com hortelã e acúcar mascavo.Tinha até geléia de vinho Malbec, que é uma delícia! Alguém aí já experimentou?
Na sexta-feira os meus queridos chegaram até cedo e logo após o almoço fomos outra vez à cidade, onde os meninos compraram  ingredientes para o churrasco que fizemos  no dia seguinte e nós meninas, aproveitamos para visitar umas lojinhas de artesanato. Depois, fomos todos para uma cachoeira, não para tomar banho, já que o frio era de doer, mas para nos deleitarmos com a beleza da mesma.
As noites foram regadas a vinho, som do violão, fondue de chocolate, jogos, bate-papo e muitas gargalhadas.
A única coisa que deu errado foi a trilha que agendamos para o sábado pela manhã,  como choveu a noite inteira na sexta, não foi possível nos aventurar, na lama mata adentro, mas em compensação, todo o resto foi maravilhoso!
Como tudo que é bom parece durar pouco, saímos de lá no domingo após o meio-dia, porém, passamos em Santo Antônio do Pinhal, outro lugar que amamos, para almoçar e como não poderia ser diferente, o cardápio foi um tanto variado: truta com amêndoas, truta ao molho de alcachofra, leitão à pururuca e tutu à mineira. De tudo isso ficam muitas calorias, mas ficam também as lembranças e o prazer de compartilhar  momentos inesquecíveis com  as pessoas que amamos .

12/05/2010

Momentos Únicos

Gente, eu tenho andado tão atarefada que quase não tenho aparecido aqui, de segunda para cá, portanto, vou fazer uma postagem que já era para ter sido feita.
Ainda falando sobre o Dia das Mães, hoje quero compartilhar alguns momentos do jantar que a minha filha ofereceu para celebrarmos a data, no último domingo.
O prato principal foi um delicioso salmão, preparado a quatro mãos pela filhota e pelo genro querido. Salmão esse, que não cheguei a fotografar, mas estava simplesmente divino!
Ganhei de presente um porta-bijouteria para levar em minhas viagens, que aqui na foto aparece enfeitando, lindamente, a cabeça do meu amado,rs. Ganhei também um super kit de maquiagem com um estojo contendo 5 batons; uma base mineral para pele oleosa (em pó) que já vem com o pincel acoplado (um luxo só!); um estojinho de sombra e um rímel duo (de um lado é hidratante para os cílios e do outro lado é rímel).
A vendedora falou para a minha filha que depois de uma certa idade, os cílios ficam ralos e caem por conta do ressecamento natural....Essa eu não sabia. Agora vou ter que incluir mais um hidratante em minha necessaire afinal, se os meus cílios caírem na mesma proporção dos meus cabelos, em breve não fecharei mais os olhos.Kkkk
Depois do jantar, foi a vez do sarau familiar com apresentação do meu genro ao piano. No vídeo abaixo, ele toca uma composição de sua própria autoria.
Essa família me dá muitas algrias e eu tenho o maior orgulho de cada um deles!
Desculpem-me pela baixa qualidade das foto. É que elas foram capturadas direto da  filmadora e quanto ao filme, eu ainda estou testando a minha câmera filmadora e além do mais, sou nova nas filmagens e tecnologia youtube.

09/05/2010

A Minha Mãe

Eu não poderia deixar de passar aqui  hoje para homenagear aquela que me deu a luz, que me ensinou a amar e respeitar as pessoas, que me criou dentro dos mais rígidos padrões de ética, de moral e  que esteve ao meu lado em todos os momentos mais importantes da minha vida, mesmo não estando presente fisicamente, ela estava em pensamento.
Sou a única filha da minha mãe e nasci quando ela já era bem madura, tinha mais de 40 anos portanto, fui criada com todos os mimos e cuidados que ela poderia ter. Apesar disso, não tive moleza e quando precisava, era castigada como deveria ser.
É uma mulher chamada Maria, como tantas outras. Foi a primogênita de uma casal muito feliz, mas como era a filha mais velha, tinha que cuidar da casa e dos irmãos portanto, a escola ficou em segundo plano , até porque naquela época a mulher ainda era preparada apenas para o casamento, principalmente aquelas que moravam em pequenas cidades de interior e essa foi a grande frustração da minha mãe. Ela queria ter estudado, ter tido uma profissão, ter sido independente e isso não foi  possível.  
Mesmo sem estudo, foi ela que  me levou a descobrir o valor do conhecimento, o valor dos livros e o mundo maravilhoso da leitura. Se hoje sou uma leitora voraz, é a ela que devo isso. Se hoje sou uma mulher independente, foi com ela que aprendi  a ser.
Minha mãe já está bem velhinha, irá completar 90 anos em agosto e é completamente lúcida e sábia. Apesar das limitações físicas, de todos os problemas acarretados pela idade, ela ainda é uma mulher vaidosa e linda. Jamais fica sem um perfume e um hidratante após o banho e adora ganhá-los de presente.
Nesse dia das mães, sem dúvida nenhuma, o meu maior presente a tê-la com vida, falando comigo ao telefone, contando piadinhas para o genro que ela ama, falando das netas como se também fossem suas filhas (o que de certa forma, são) e elogiando o bisneto pela boa educação que ele tem. Esse é um presente que moeda nenhuma do mundo paga.
Que eu possa ter isso por muitos  e muitos anos. É tudo que eu mais desejo para o dia das mães!

21/04/2010

Planeta Terra - Ensinar as Crianças a Preservá-lo é Um Ato de Amor

Sempre fui ligada a questões ecológicas e mesmo quando ainda pouco se falava sobre o assunto, eu já militava em prol do planeta Terra. Aos 16 anos (isso já faz muito tempo, rsrsrs) entrei em uma briga com a prefeitura da pequena cidade do interior onde nasci, porque ela estava cortando as árvores de algumas praças e ruas para transformar esses  lugares em  espaços modernos e concretados. Fiquei louca com aquilo! Fiz um abaixo-assinado, me juntei a um grupo de jovens da capital e chegamos  a fazer um  grande "barulho", dividindo opinões, fazendo com que muitas pessoas refletissem mas, infelizmente, perdi essa batalha pois, o dinheiro é o que move esse mundo do capitalismo selvagem e os ideais...Esses ficam relegados a segundo plano , terceiro e quiçá posições bem  piores. Perdi a batalha, é verdade, mas não deixei de lutar pelas coisas que acredito.
O tempo passou, eu me casei e tive duas lindas meninas a quem ensinei valores como respeito pelas pessoas e respeito pelo planeta.
Em datas comemorativas (ou mesmo quando eu viajava) os presentes que eu dava a elas eram livros, portanto as bonecas e brinquedos,  geralmente, eram surpresas ao longo do ano e fora dessas datas. Isso funcionou muito bem, em minha casa.
Um dos livros  com o qual presenteei a minha primogênita foi  esse que vocês estão vendo na foto acima: 50 Coisas Simples Que As Crianças Podem Fazer Para Salvar a Terra. A minha pequena, na época (abril de 1993) estava com 12 anos e foi maravilhoso e inesequecível vê-la desfilando pela casa, com o livro sempre debaixo do braço, fiscalizando os desperdícios e tentando reciclar seus próprios objetos. 
Ela também cresceu. Tornou-se uma mulher, se formou na faculdade, construiu uma carreira bem sucedida e casou, mas carregou consigo todos os valores que um dia eu lhe ensinei e isso para mim, não tem preço (nem mastercard, rrsrsrs) que pague.
Com base em minha experiência, posso garantir que um bom começo é ensinar as crianças a amar. Amar não somente as pessoas mas amar também o planeta onde vivemos. O respeito é uma consequência do amor e quando amamos, ele vem naturalmente.
Tenho a consciência tranquila em relação a isso, tendo em vista que ensinei as minhas filhas e hoje ensino ao meu neto valores que infelizmente, às vezes, tenho a impressão que estão se perdendo.
O garotinho lindo (sei que sou suspeita) da foto, é o meu neto em um dos seus passeios com a tia dele (a minha primogênita de quem falo aqui) que atualmente passa adiante o que aprendeu sobre ecologia.
Aqui, ele está no Parque  Sabina um espaço multidisciplinar onde a criança explora várias áreas do conhecimento, sendo a ecologia  uma delas. Um bom programa para fazer com as crianças, no feriado ou no fim de semana.
O pequeno João faz perguntas, fica super atento, entusiamado com esses ensinamentos e parece gostar muito de estar descobrindo essas questões. Espero que ele cresça assim.
Quanto ao livro que indico aqui, ele custa apenas  R$ 17,90 em um desses sites de compras mas é uma verdadeira preciosidade. O livro mostra o que está acontecendo com o planeta, ; ensina como as crianças  podem colaborar na preservação dos oceanos, rios, lagos; como manter o verde; fala sobre a proteção dos animais; sobre a questão do uso inteligente da energia; sobre a  reciclagem  e de que maneira as crianças podem compartilhar seus conhecimentos com outras pessoas.
Vou deixar aqui o endereço do Parque Sabina, que fica em Santo André, região do grande  ABC, em São Paulo:
Rua Juquiá, s/nº - Bairro Paraíso - Santo André - SP
O parque é aberto de terça à sexta das 8:30 às 19:30h e nos feriados e fins de semana o funcionamento é das 9:00 às 17:30. O ingresso é gratuito para menores de 5 anos, e portadores de necessidades especiais. Para os demais, custa R$ 10,00. Se desejar maiores informações clique aqui.
Gente, não estou ganhando nada para fazer propaganda mas acho que iniciativas e espaços assim devem ser divulgadas.
Para finalizar, uma frase que a minha filhota escreveu no livro acima, em 13 de Abril de 1993. Olha só que bonitinho!

22/03/2010

Brunch

Como voces  sabem, adoro reunir a família, e quando possível os amigos, em volta mesa, aos domingos. Hoje não foi uma exceção.
Como não houve tempo hábil para preparar um almoço ou um jantar , resolvi fazer um brunch mesmo. Só que ao invés de ser no meio do dia, foi no final da tarde, se tornando uma espécie de "chá das cinco" (sem chá) . Acho que estou lançando moda...Rsrs
Algumas comidinhas eu mesma fiz, outras comprei prontas em um mercadinho aqui perto de casa, que embora seja pequeno,  tem coisas incríveis e que não encontro em qualqer lugar.
Convidei minha filha com meu genro, e mais dois casais amigos porém, um desses casais não pode comparecer então, ficamos em seis pessoas.
De entrada, servi torradas, azeitonas recheadas com pimentão e pão ciabatta fatiado com geléia de goiaba, geléia de uva e também um patê delicioso feito pelo meu amigo cuja receita ele guarda à sete chaves. Aliás esse meu amigo, que assim como meu genro, é ótimo cozinheiro e sempre que é convidado chega aqui carregado de comidinhas deliciosas, o que aconteceu hoje também.
Como prato principal, fiz um "sanduichão" de queijo assado no forno com orégano e alecrim.
O sanduíche no forno é gostoso e muito fácil de fazer. Algo bem prático, como voces podem conferir aqui:                                         
INGREDIENTES
1 pacote de pão de forma
250 gramas de mussarela fatiada
1 tomate
Orégano, alecrim e alho  à gosto
Leite
MODO DE FAZER
Tire toda a casca do pão e umedeça o mesmo no leite. Unte um refratário com azeite e coloque uma camada do pão umedecido. Depois, coloque por cima uma camada de mussarela e adicione o alho, o orégano e o alecrim por cima de cada camada de queijo.Vá intercalando com camada de pão umedecido e no final adicione umas rodelas de tomate.
Leve ao forno por aproximadamente 15 minutos.
Como eu tinha comprado mais alguns salgados fiz também um galatini (uma espeécie de patê de ricota com alho que fica parecido com um pudim e é delicioso  para passar no pão, nas torradas em qualquer outro tipo de salgados.
INGREDIENTES
1 Ricota
2 dentes de alho
1 cubinho de caldo de galinha
1 gelatina incolor(sem sabor)
1 lata de creme de leite light
MODO DE FAZER
Dissolva a gelatina e descasque os dentes de alho. Bata no liquidificador o caldo já dissolvido, a gelatina, o alho, o creme de leite e, aos poucos (para sentir a consistência) vá adicionando a ricota.
Unte um refratário redondo(pode ser forma para gelatina, fica bem bonito)com azeite e coloque na geladeira por aproximadamente duas horas. Depois de frio é só desenformar e servir.
Para beber, servi suco de abacaxi e refrigerante zero para os "meninos" já que as "meninas estão sempre de dieta mas de qualquer maneira não faltou cerveja e um vinhozinho, que no caso, optamos por um malbec.
 De sobremesa comemos bolo de abacaxi, delícia e uns biscoitos amanteigados maravilhosos! Para finalizar, um licor de amarula e o indispensável cafezinho.
Sei que essa farra gastronômica me custou algumas calorias a mais porém, nada que uma semana de saladas e grelhados não resolva e depois, a alegria e o prazer de estar em companhia das pessoas que amamos, compensa um dia de exageros. Afinal, é só um dia na semana.

02/03/2010

Macarrão Ligth

Estou postando aqui, a receita que a minha filha preparou no almoço de domingo (na semana passada) Essa é a massa que citei no post anterior:
MACARRÃO INTEGRAL COM SIITAKE E ALCACHOFRA
40 gramas  de macarrão integral
100 gramas de palmito picado em tiras
1 xícara de chá de brócolis cozido e picado
1/2 xícara de chá de coração de alcachofra cozida e picada
1/2 xícara de alho poró picado
1 tomate maduro picado(cubos pequenos, sem semente e sem pele)
1 xícara de chá de alho desidratado
1/4 de colher de chá de sal
1 colher de sobremesa de óleo de canola(ou girassol)
2 colheres de sobremesa de azeite de oliva
1 colher de sopa de manjericão fresco picado
1/4 xícara de chá de salsa e cebolinha fresca picadas
2 ou 3 colheres de sopa de ricota fresca esfarelada
MODO DE PREPARO
Em uma panela aqueça o óleo, acrescente o alho poró e deixe fritar rapidamente. Em seguida, junte o tomate picado, o sal e o manjericão.Reserve.Cozinhe o macarrão em água fervente, al dente.Enquanto isso, acrescente ao molho, o extrato de tomate, misture e leve ao fogo novamente.Quando estiver bem quente, acrescente o palmito, a alcachofra,  o brócolis  e então, deixe reduzir o volume.
Escorra o macarrão, coloque a salsa e cebolinha picadas.Em seguida, despeje a massa em uma travessa e  acrescente o azeite, o molho de alcachofra com palmito e brócolis.Espalhe a ricota esfarelada por cima e sirve em seguida.
*Obs. Dá uma porção

01/03/2010

Comidinhas de Domingo


Reunir a família, em volta da mesa, para compartilhar o almoço de domingo, sempre foi um evento sagrado para mim. Até hoje,que minhas filhas já cresceram, já saíram de casa, faço questão de preservar esse costume mas, ultimamente tenho tido a alegria de ser convidada para o almoço de domingo na casa da minha filha mais velha, já que a minha caçula não almoça conosco pois, mora há 2.000Km de distância...Snif...Snif...Snif.
O talento da minha primogênita nunca tinha sido a gastronomia porém, agora, ela resolveu fazer uma reeducação alimentar e mudar definitivamente (assim espero) sua relação com os alimentos e, segundo a nutricionista que ela freqüenta, nada melhor do que passar a preparar os próprios pratos para aprender a valorizar mais os alimentos.
No primeiro domingo, ficamos todos muito cépticos aqui em casa mas, para a nossa surpresa, ela se saiu muitíssimo bem no preparo de uma "Massa Integral com Shiitake e Alcachofras."
Já para esse domingo, o prato escolhido foi: "Kafta no Forno" acompanhada de "Arroz com Açafrão." Foi um grande sucesso na família e, então eu fiquei pensando: não é que os filhos sempre nos surpreendem, de alguma maneira, mesmo depois que crescem?
Eis aqui a receita preparada pela minha filhota:

KAFTA NO FORNO
300 gramas de patinho moído
1 cebola média processada
1 dente de alho processado
1 colher de café de sal
3 colheres de sopa de hortelã picada
1/2 xícara de chá de salsa e cebolinha verde picada
1 colher de sopa de óleo de canola (ou girassol)
Palitos de espetinhos

           MODO DE PREPARO
Misturar todos os ingredientes em uma travessa, separar em 6 partes, formar pequenas bolas, espetar nos palitos até o centro do mesmo, apertar ao longo do palito, embrulhar com papel alumínio e colocar os palitos apoiados em uma forma do tipo assadeira, de modo que não encoste no fundo da forma.Levar ao forno quente por aproximadamente 30 minutos. Retirar o papel alumínio e voltar ao forno para dourar por aproximadamente 10 minutos. Servir quente.

*Obs. Dá para 6 porções

30/01/2010

A Arte de Ser Avó

Um texto de Rachel de Queiroz, que traduz perfeitamente a experiência de ser avó.
É um texto longo, eu sei, mas garanto que vale a pena ler até o final pois, é lindo!
Quarenta anos, quarenta e cinco. Você sente, obscuramente, nos seus ossos, que o tempo passou mais depressa do que esperava. Não lhe incomoda envelhecer, é claro. A velhice tem suas alegrias, as sua compensações - todos dizem isso, embora você pessoalmente, ainda não as tenha descoberto - mas acredita.
Todavia, também obscuramente, também sentida nos seus ossos, às vezes lhe dá aquela nostalgia da mocidade.
Não de amores nem de paixão; a doçura da meia-idade não lhe exige essas efervescências. A saudade é de alguma coisa que você tinha e lhe fugiu sutilmente junto com a mocidade. Bracinhos de criança no seu pescoço. Choro de criança. O tumulto da presença infantil ao seu redor. Meu Deus, para onde foram as suas crianças? Naqueles adultos cheios de problemas, que hoje são seus filhos, que têm sogro e sogra, cônjuge, emprego, apartamento e prestações, você não encontra de modo algum as suas crianças perdidas. São homens e mulheres - não são mais aqueles que você recorda.
E então, um belo dia, sem que lhe fosse imposta nenhuma das agonias da gestação ou do parto, o doutor lhe põe nos braços um menino. Completamente grátis - nisso é que está a maravilha. Sem dores, sem choro, aquela criancinha da sua raça, da qual você morria de saudades, símbolo ou penhor da mocidade perdida. Pois aquela criancinha, longe de ser um estranho, é um menino que se lhe é "devolvido". E o espantoso é que todos lhe reconhecem o seu direito sobre ele, ou pelo menos o seu direito de o amar com extravagância; ao contrário, causaria escândalo ou decepção, se você não o acolhesse imediatamente com todo aquele amor que há anos se acumulava, desdenhado, no seu coração.
Sim, tenho a certeza de que a vida nos dá os netos para nos compensar de todas as mutilações trazidas pela velhice. São amores novos, profundos e felizes, que vêm ocupar aquele lugar vazio, nostálgico, deixado pelos arroubos juvenis.
Aliás, desconfio muito de que netos são melhores que namorados, pois que as violências da mocidade produzem mais lágrimas do que enlevos. Se o Doutor Fausto fosse avô, trocaria calmamente dez Margaridas por um neto...
No entanto! Nem tudo são flores no caminho da avó. Há, acima de tudo, o entrave maior, a grande rival: a mãe. Não importa que ela, em si, seja sua filha. Não deixa por isso de ser a mãe do neto. Não importa que ela hipocritamente, ensine a criança a lhe dar beijos e a lhe chamar de "vovozinha" e lhe conte que de noite, às vezes, ele de repente acorda e pergunta por você. São lisonjas, nada mais. No fundo ela é rival mesmo. Rigorosamente, nas suas posições respectivas, a mãe e a avó representam, em relação ao neto, papéis muito semelhantes ao da esposa e da amante nos triângulos conjugais. A mãe tem todas as vantagens da domesticidade e da presença constante. Dorme com ele, dá-lhe banho, veste-o, embala-o de noite. Contra si tem a fadiga da rotina, a obrigação de educar e o ônus de castigar.
Já a avó não tem direitos legais, mas oferece a sedução do romance e do imprevisto. Mora em outra casa. Traz presentes. Faz coisas não programadas. Leva a passear, "não ralha nunca". Deixa lambuzar de pirulito. Não tem a menor pretensão pedagógica. É a confidente das horas de ressentimento, o último recurso dos momentos de opressão, a secreta aliada nas crises de rebeldia. Uma noite passada em sua casa é uma deliciosa fuga à rotina, tem todos os encantos de uma aventura. Lá não há linha divisória entre o proibido e o permitido, antes uma maravilhosa subversão da disciplina. Dormir sem lavar as mãos, recusar a sopa e comer croquetes, tomar café, mexer na louça, fazer trem com as cadeiras na sala, destruir revistas, derramar água no gato, acender e apagar a luz elétrica mil vezes se quiser - e até fingir que está discando o telefone. Riscar a parede com lápis dizendo que foi sem querer - e ser acreditado!
Fazer má-criação aos gritos e em vez de apanhar ir para os braços do avô, e lá escutar os debates sobre os perigos e os erros da educação moderna...
Sabe-se que, no reino dos céus, o cristão defunto desfruta os mais requintados prazeres da alma. Porém não estarão muito acima da alegria de sair de mãos dadas com o seu neto, numa manhã de sol. E olhe que aqui embaixo você ainda tem o direito de sentir orgulho, que aos bem-aventurados será defeso. Meu Deus, o olhar das outras avós com seus filhotes magricelas ou obesos, a morrerem de inveja do seu maravilhoso neto!
E quando você vai embalar o neto e ele, tonto de sono, abre um olho, lhe reconhece, sorri e diz "Vó", seu coração estala de felicidade, como pão ao forno.
E o misterioso entendimento que há entre avó e neto, na hora em que a mãe castiga, e ele olha para você, sabendo que, se você não ousa intervir abertamente, pelo menos lhe dá sua incondicional cumplicidade.
Até as coisas negativas se viram em alegrias quando se intrometem entre avó e neto: o bibelô de estimação que se quebrou porque o menino - involuntariamente! - bateu com a bola nele. Está quebrado e remendado, mas enriquecido com preciosas recordações: os cacos na mãozinha, os olhos arregalados, o beicinho pronto para o choro; e depois o sorriso malandro e aliviado porque "ninguém" se zangou, o culpado foi a bola mesma, não foi, vó? Era um simples boneco que custou caro. Hoje é relíquia: não tem dinheiro que pague.